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Rumores de estímulo na China animam bolsas; Petrobras, Ata do Fed, Bolsonaro e câmbio no radar

Postado por: TC Mover em 19/02/2020 às 9:17

Os ativos de risco abrem a manhã desta quarta-feira em tom positivo, mesmo com a ciclotimia pautando o movimento dos índices acionários e das commodities – sinal de que os mercados permanecem nervosos, mas optam por ignorar o efeito da epidemia do coronavírus na atividade e sentimento globais. As bolsas e, consequentemente os futuros dos índices acionários americanos, sobem com a notícia de que a China cogita injetar dinheiro diretamente ou promover fusões entre companhias aéreas, que estão à beira do colapso por conta do isolamento causado pela epidemia. É mais um sinal de que as autoridades econômicas chinesas cumprirão com a promessas de reanimar uma economia derrotada pelas sequelas do vírus. Hoje, os órgãos de saúde confirmaram que o número de mortos pela doença ultrapassou os 2 mil na China, embora Hubei, o epicentro da epidemia, tenha relatado o menor número de novos casos desde que a metodologia de diagnóstico foi alterada na semana passada.

 

Para nossa editora Ana Carolina Siedschlag, preste atenção também na trajetória do dólar no pregão, na ausência de atuação do Banco Central e com algum ruído causado por boatos de que o ministro da Economia Paulo Guedes poderia sair – o presidente Jair Bolsonaro negou. E o presidente do BC, Roberto Campos Neto, reiterou ontem que intervenção no câmbio só deve acontecer se houver falta de liquidez ou disfuncionalidades. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse ao Congresso dos EUA na semana passada que estava “monitorando cuidadosamente” a situação. A ata pode mostrar se as autoridades revisaram suas perspectivas de inflação no próximo ano e de como o Fed vai fazer para cumprir sua meta oficial. Outro ponto que o investidor precisa ficar de olho é o que o Fed dirá sobre os mecanismos de intervenção nos mercados interbancários e reduzir a demanda por reservas bancárias.

 

Ontem, após o fechamento do pregão, ao menos sete companhias divulgaram seus balanços do quarto trimestre de 2019. A IRB Brasil, que recentemente vem sendo acusada de ter mascarado balanços anteriores pela Squadra Investimentos, reportou lucro líquido de R$632,1 milhões no quarto trimestre, superior ao consenso de R$490 milhões. A companhia se defendeu das acusações, apontando que os dados foram examinados por auditorias externas, e afirmou ver “cenário animador para 2020”.  O Iguatemi reportou um aumento de 47% no lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano passado. O EBITDA e a margem EBITDA também avançaram, porém, impulsionados pela venda de uma participação em shoppings no sul do país. As vendas mesmas lojas e vendas totais subiram, respectivamente, 5,7% e 0,7%, e a dívida total avançou 9,7% na base trimestral. A Engie reportou lucro de 617,5 milhões, caindo 18,9% na base anual. Mesmo com receita operacional e EBITDA crescendo, a dívida bruta total teve aumento de 52% na base anual.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, Ana Siesdschlag e Vitor Azevedo ||  Foto: Federal Reserve em Washington – Dan Smith)

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