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Reunião da Opep, Mercosul e dados marcam pregão; no radar, dólar, JBS, ofertas de ações e Anfavea

Postado por: TC Mover em 05/12/2019 às 9:05

O destaque internacional do dia é o início da reunião entre os membros da Opep, o grupo de maiores produtores de petróleo do mundo, e seus aliados, em Viena – o investidor está na expectativa por anúncios sobre cortes adicionais na oferta. À espera do encontro, o petróleo oscila. Espera-se que os 14 membros da organização e um grupo de produtores não-membros, numa aliança conhecida como Opep+, mantenham pelo menos as cotas de cortes de produção até junho. Enquanto isso, as bolsas europeias e os futuros dos índices americanos sobem com os dados da prévia do PIB do terceiro trimestre da Zona do Euro dentro das expectativas e com mais indicações de que as conversas comerciais entre os Estados Unidos e a China devem gerar um acordo parcial antes de 15 de dezembro. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro participa do último dia da Cúpula do Mercosul, em Bento Gonçalves, com a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

 

Fique atento às pesquisas eleitorais no Reino Unido, uma semana antes da eleição geral, na crise política na Colômbia, onde deve haver mais protestos, e no pronunciamento da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, sobre o processo de impugnação do presidente Donald Trump, às 11h00 no horário de Brasília. Aqui no Brasil, uma comissão no Congresso aprovou a nova Regra de Ouro, que prevê medidas para controlar o gasto público. O atual acerto entre a Opep e seus aliados, um corte de 1,2 milhão de barris por dia, expira em março, mas se especula que o grupo possa optar por cortes de oferta ainda mais profundos, se a Rússia concordar. Hoje, os membros da Opep se reúnem; amanhã entram em cena os países aliados. O Opec + vem restringindo a produção desde 2017 para mitigar a maior oferta dos EUA – atualmente o maior produtor da commodity. Em 2020, outros países não-membros da Opep, como a Noruega e o Brasil – por conta da Petrobras e do pré-sal, – ameaçam gerar mais excesso de oferta no mercado.

 

Segundo o Valor Econômico, que ouviu Gilberto Tomazoni, presidente da JBS, a companhia realizará um investimento de até R$13 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos, com foco na Seara, braço para frangos e suínos da companhia. A meta é ampliar a produção, focando na exportação e apostando na continuidade com o comércio com a China. A medida vai na contramão do que emprega a BRF, que acredita que nos próximos dois anos o mercado chinês pode voltar ao patamar normal de importações após superar a peste suína africana. A Petrobras estaria pressionando a Odebrecht para que a venda da Braskem seja feita logo, segundo reportagem da Exame citando o presidente da companhia, Roberto Castello Branco. A estatal possui entre US$2 bilhões e US$3 bilhões investidos na petroquímica, e a Odebrecht vem tentando postergar a venda.

 

(Foto: Petrobras – Divulgação)

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