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Respaldo a Guedes deve aliviar tensão local; no radar, BC e analistas, Magalu: Espresso

Postado por: TC Mover em 18/08/2020 às 7:32

Apesar do novo recorde de alta para o índice Nasdaq Composto na véspera, os mercados asiáticos mostraram desempenho misto na sessão desta terça-feira, com as bolsas na China e Hong Kong perdendo ímpeto. Os mercados de renda variável na Europa avançam timidamente, na onda dos índices acionários americanos – que sobem, porém, limitados pela decisão americana de apertar as restrições impostas à chinesa Huawei. Fica no inconsciente coletivo a sensação de que a relação Estados Unidos-China se deteriora a cada dia. De alguma forma, e apesar de que as bolsas americanas caminham para mais um rompimento das máximas históricas, pela primeira vez em mais de cinco meses, os catalisadores de curto prazo que mantêm o sentimento comprador estão escassos. Eles devem depender da manutenção dos estímulos monetários e fiscais: enquanto Congresso e governo americanos não se decidem pela extensão deles, o Banco de Reserva da Austrália sustentou hoje que o apoio das políticas monetária e fiscal provavelmente ainda será necessário por algum tempo.

 

Por aqui, o destaque do dia vem das declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ontem à noite disse que há confiança mútua entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Além de afirmar assertivamente que detém o apoio do presidente nos momentos mais difíceis, o ministro confirmou que o governo criará as condições para que investimentos públicos sejam executados sem quebrar o Teto de Gastos. “Eu não tive ainda nenhum ato que me indicasse que eu não devesse confiar no presidente. Da mesma forma, eu não faltei em nenhum momento com a confiança que ele depositou em mim”, disse. Se isso põe fim às especulações sobre sua saída, vai depender da imprensa, que já colocou Guedes na degola umas nove vezes desde que Bolsonaro assumiu, em janeiro de 2019. A manchete “Guedes deve sair”, que está imóvel nos jornais desde a quarta passada, fez o dólar superar os R$5,50, os DIs dispararem e a bolsa perder o patamar psicológico dos 100 mil pontos. 

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