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Releitura da trégua EUA-China faz aversão ao risco subir e bolsas operam sem direção

Postado por: TC Mover em 02/07/2019 às 9:27

O investidor decidiu embolsar ganhos recentes e fazer uma releitura mais crítica da trégua comercial acertada entre os Estados Unidos e a China no fim de semana, após planos do presidente americano Donald Trump de impor sobretaxas comerciais em alguns produtos vindos da União Europeia despertarem temores de mais protecionismo.

 

A procura por ativos seguros voltou com força na manhã desta terça-feira, com o investidor comprando títulos soberanos dos países mais desenvolvidos, aumentando suas posições em ienes e dando mais um gás na demanda por ouro e prata. Com os ativos de risco sob pressão, os futuros dos índices acionários americanos recuavam e as bolsas europeias mostravam ganhos ínfimos, após uma sessão mista na Ásia. O dólar recuava ante seus pares. O mercado pode permanecer volátil antes do Dia da Independência nos EUA, em 4 de julho.

 

Após começar a semana com fortes altas, que levaram o índice S&P500 a tocar ontem mais uma máxima histórica no ano, o entusiasmo do mercado esfriou após o governo Trump expandir uma lista de produtos europeus que podem ser atingidos por tarifas. O mercado ainda não desmonta suas apostas de que o Federal Reserve e outros bancos centrais deverão embarcar em uma rodada de novos cortes de taxa de juros – como a Austrália fez hoje. Mas, de acordo com um gestor sediado em Londres, essa aposta deverá ser assumida com mais parcimônia na esteira da trégua entre os EUA e a China.

 

BOLSAS: Os mercados de renda variável no mundo inteiro devem repercutir a menor liquidez antes do feriado de quinta nos EUA, assim como a divulgação, no dia seguinte, dos dados de emprego e crescimento salarial dos EUA. Hoje, os futuros dos índices Dow Jones e S&P500 apontam para uma abertura em queda, recuando 0,10% e 0,12%, respectivamente. O índice pan-europeu Stoxx600 avançou 0,16% e tocava seu maior patamar em sete semanas. O FTSE 100, do Reino Unido, negociava perto da máxima em nove meses com os prospectos para a eleição do novo líder do partido de governo. Já a demanda por ativos de mercados emergentes patinava, com o fundo de índice iShares MSCI Emerging Markets recuando 0,4% no pré-market do Nova Iorque.

 

MOEDAS E JUROS: O índice DXY mostrava que o dólar americano recuava menos de 0,10% ante pares por volta das 07h30. O euro avançou 0,1%, maior ganho em nove dias, enquanto a libra esterlina tocava seu nível mais fraco ante o dólar desde meados de junho. Na esteira de maior demanda por ativos seguros, o rendimento dos Treasuries de dez anos caiu 2 pontos-base para 2,014%, puxando para baixo os juros dos títulos soberanos da Alemanha e do Reino Unido – que atingiram mais cedo 0,766%, o menor desde meados de 2016.

 

COMMODITIES: As cotações dos futuros do petróleo WTI e Brent recuavam 0,19% e 0,23%, respectivamente, enquanto o investidor analisava a extensão dos cortes de produção da Opep para 2020 e a reunião de hoje com os aliados não-membros do bloco. O ouro subiu 0,6% e se aproximava dos US$1.400 a onça, produzindo o maior aumento na cotação do metal em mais de uma semana. O minério de ferro futuro disparou 5,2% a 900 iuanes a tonelada em 2 de julho, com temores de que a oferta australiana do mineral caia pela primeira vez em 18 anos.

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