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Relatório de inflação e PIB dos EUA devem testar humor na B3; leilão de sobras, Trump no radar

Postado por: TC Mover em 26/09/2019 às 9:08

Os dados finais das contas nacionais do segundo trimestre nos Estados Unidos, que devem referendar uma expansão anualizada de 2,00%, os desdobramentos do escândalo entre o presidente americano Donald Trump e a Ucrânia, assim como os comentários do Relatório Trimestral de Inflação, que saiu há pouco, devem concentrar a atenção dos investidores nesta quinta-feira de agenda cheia. O mais provável é que os investidores recalibrem novamente suas apostas quanto à taxa básica de juros, consolidando as apostas de uma Selic abaixo dos 5,00% por um período prolongado, com os riscos de volta da inflação controlados e os de um exterior turbulento sendo contrabalançados pelo cenário mais promissor com a aprovação das reformas estruturantes. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deve comentar o relatório em coletiva de imprensa, por volta das 11h00.

O fato político com o impacto mais significativo no pregão e no sentimento é o acordo entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a cúpula do Congresso, fechado ontem à noite, que permite realizar o leilão de sobras do pré-sal em novembro, mesmo que a Câmara mude a percentagem de partilha dos recursos arrecadados entre Estados e municípios. Pelo combinado, que foi noticiado em primeira mão pela versão digital do jornal O Estado de S. Paulo, será promulgada apenas a parte do texto em que há consenso entre deputados e senadores para a partilha, para a realização do leilão e para o pagamento de R$33 bilhões da dívida da União com a Petrobras. Isso deve ter algum impacto no papel da companhia, que há tempos não se mexe nem com bons catalisadores. O acordo elimina as chances de atraso do leilão por conta do plano da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aumentar o porcentual de 15% que o Senado definiu para os repasses às cidades.

À tarde, o Tesouro Nacional divulga a dívida pública de agosto, também seguido de coletiva de imprensa. Hoje teremos uma maré de discursos de banqueiros centrais, que podem dar mais pistas sobre o rumo da política monetária em algumas das economias mais importantes do mundo: falam, por volta das 10h00, o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, e o do Banco Central Europeu, Mario Draghi – já em seus últimos dias como chefão dos juros na Zona do Euro. O noticiário local também deve repercutir matéria do jornal O Globo que alerta sobre os riscos da desarticulação política do governo e os comportamentos pouco republicanos do Congresso Nacional: o adiamento em uma semana da votação da Reforma da Previdência pelo Senado, na reta final da tramitação da matéria no Congresso, deu brecha a lobbies do setor privado e pressões dos partidos de oposição que podem desidratar a proposta aprovada na Câmara em mais de R$150 bilhões.

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