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Reforma Tributária movimenta Brasília e acaba em demissão de Cintra; no radar, decisão de juros do BCE

Postado por: TC Mover em 11/09/2019 às 18:19

Em Brasília, o dia foi da Reforma Tributária. Após o governo ter ventilado a ideia de criar um imposto como a velha CPMF, cobrando 0,4% em saques e depósitos em dinheiro e 0,2% para pagamentos em débito e crédito, a quarta-feira se encerra com a demissão do secretário especial da Receita, Marcos Cintra, um dos grandes defensores do novo imposto. Segundo o membro experiente do TC e analista político, Leopoldo Vieira, embora a demissão tenha sido feita, formalmente, pelo ministro da Economia, quem de fato expediu a ordem foi o presidente Jair Bolsonaro.

 

Nos mercados, o dia foi de bom humor, depois que a China aliviou as tensões da disputa comercial com os Estados Unidos. O país asiático publicou nesta quarta-feira uma lista de produtos que ficarão isentos das tarifas extras aplicadas a importações dos EUA desde o ano passado. A isenção entra em vigor dia 17, valerá por um ano e afetará 16 categorias de produtos. O anúncio acontece cerca de um mês antes da nova rodada de negociações comerciais com os EUA. Isso, somado à alta da Apple, fez com que o Dow Jones Industrials fechasse acima dos 27 mil pontos pela primeira vez desde julho.

 

Localmente, os dados de vendas no varejo de julho, divulgados de manhã pelo IBGE, mostraram um avanço anual de 4,3%, superior à expectativa. Foi o melhor desempenho para julho em seis anos. Com isso, o índice Bovespa fechou em alta de 0,4%, a 103.445 pontos, com volume negociado de R$12,87 bilhões. Com a menor aversão ao risco e os dados positivos da economia doméstica, o dólar futuro cedeu 0,32%, cotado a R$4,073. Os vencimentos de juros entre 2021 e 2024 avançavam em bloco, com a redução de apostas em um corte maior na taxa Selic diante de uma economia interna que parece avançar. Já o vencimento para janeiro próximo recuou 1 ponto-base.

 

Globalmente, os investidores se preparam para o evento mais importante da semana, que acontece amanhã, quando o Banco Central Europeu divulgará sua decisão de juros, às 8h45 de Brasília, seguida por uma coletiva do presidente da instituição, Mario Draghi, às 9h30. A agenda de quinta-feira traz, além da decisão do BCE, o IPC da Alemanha e dados de produção industrial da União Europeia. Os Estados Unidos informam o resultado mensal do governo, dados de pedidos de seguro-desemprego semanal e índice de preços ao consumidor. No plano local, o IBGE informa o volume do setor de serviços mensal.

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