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Rali de final de ano deve seguir com otimismo e volume comprometido; no radar, Lei Anticrime, seguro-desemprego, Marfrig e Embrae

Postado por: TC Mover em 26/12/2019 às 9:39

Restam apenas mais três pregões no Brasil e quatro nos Estados Unidos para 2019 terminar no mercado de ações, e a tendência desta quinta-feira é de baixo volume de negócios e otimismo com a fase 1 do acordo comercial EUA-China. Neste clima positivo, externo e interno, é possível que os mercados batam novos recordes nos próximos dias, ainda no espírito de rali de fim de ano. Há poucos dados econômicos relevantes hoje, mas os de confiança dos setores de comércio e serviços divulgados pela Fundação Getúlio Vargas devem reforçar o ambiente positivo no Brasil. O cenário político também deve continuar no foco dos mercados, com o prosseguimento do processo de impeachment do presidente Donald Trump no Senado e, no Brasil, com os desdobramentos da investigação envolvendo Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete do filho de Flávio Bolsonaro. Fique de olho ainda nas reações à Lei Anticrime, sancionada por Bolsonaro sem seguir à risca as recomendações do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

 

A quinta-feira deve ser de leve tom otimista na bolsa brasileira, seguindo o exterior calmo e a última cartada de alguns gestores para melhorar os resultados de seus fundos – não que seja necessário, já que o índice Bovespa acumula ganho de 7,05% no mês e de 31,83% no ano. Há, portanto, algum espaço para realização de lucros antes do réveillon, ainda mais com o índice nos 115.863 pontos. Na terça-feira, véspera de Natal, os mercados americanos funcionaram, mas tanto o índice Dow Jones quanto o S&P 500 fecharam com pequenas quedas, de 0,13% e 0,02%, em meio a novas tensões envolvendo a Coreia do Norte. O fundo com cotas negociadas em bolsa, o ETF EWZ, teve pequena queda, de 0,09%, nada portanto que justifique um ajuste grande no mercado brasileiro.

 

O novo presidente da Boeing, David Calhoun, assume a companhia com o desafio de responder os reguladores europeus sobre o acordo com a Embraer, que pediram mais de 1,5 milhão de páginas de informações, segundo a Reuters, citando fontes. Mais atrasos na transação podem representar um revés adicional para a Boeing, em meio a uma crise devido à suspensão do seu 737 Max, após dois acidentes fatais. A Boeing continua enfrentando problemas em relação ao 737 MAX: segundo matéria publicada no The New York Times, 40% dos passageiros regulares afirmaram não estarem dispostos a viajar na aeronave. Segundo o Valor Econômico, um lote de mensagens entre funcionários da companhia sobre o 737 Max foi entregue ao Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e para a Força Aérea do país.

 

(Por Ana Carolina Siedschlag, Angelo Pavini, Larissa Linder e Vitor Azevedo || Foto: Carolina Antunes – Agência Brasil)

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