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Pregão do final do mês mostra ativos de risco cautelosos antes de reunião Trump-Xi

Postado por: TC Mover em 28/06/2019 às 10:28

Os ativos de risco alternavam altas e quedas no pregão desta sexta-feira, último de junho e do semestre, na antessala da tão aguardada reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, que deve marcar o rumo da guerra comercial e dos mercados no curto prazo.

 

As ações asiáticas fecharam em queda, com a bolsa de Xangai mostrando as maiores perdas. Os futuros dos índices acionários americanos S&P500 e do Dow Jones Industrials avançavam timidamente, assim como as bolsas europeias. O ouro registrava alta, e o petróleo, queda – sinal de investidores precavidos com o noticiário da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping. Todos os olhares se voltam para o encontro Trump-Xi de amanhã. Para um gestor sediado em Hong Kong, desperdiçar a chance de destravar as negociações seria uma forte decepção para o mercado, tirando algum fôlego dos ativos de risco no começo do segundo semestre.

 

Neste mês, as bolsas globais mostram alta de quase 6% e os rendimentos dos Treasuries acumulam sua maior queda deste ano, refletindo as apostas de flexibilização monetária nos países mais ricos.

 

BOLSAS: Às 09h20, os índices futuros Dow Jones Industrials e S&P500 subiam 0,33% e 0,23%, respectivamente – acumulando alta de 7,5% no mês de junho e recuperando completamente as quedas do mês de maio. O índice pan-europeu Stoxx600, puxado pelas ações de tecnologia, sobe 0,36% e acumula alta de 4% no mês. Já na Ásia, os índices Nikkei 225 e o Xangai Composto fecharam em queda de 0,29% e 0,60%, devolvendo parte dos ganhos de ontem – assumindo tom de cautela com as conversas comerciais entre a China e os EUA no G20. O ETF iShares MSCI Emerging Markets sobe 0,75% no pré-market em Nova Iorque, enquanto o índice VIX permanecia estável, indicando leve cautela para o pregão de hoje.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar americano recuava 0,08% ante pares globais, indicando a maior queda mensal em 17 meses e fechando no menor patamar em quatro – sinal de que a moeda americana perde força à medida que crescem as desconfianças sobre o ritmo crescimento econômico dos EUA. Na mesma direção, o rendimento dos Treasuries de dez anos subiam 0,7 pontos base a 2,021% – mostrando até o momento, recuo de 10 pontos base no mês. O euro mostrava ganhos de 0,12% ante o dólar americano, enquanto o iene se valorizava 0,10%, reforçando o clima de cautela nos mercados globais com as reuniões do G20. O ouro subia 0,23% a US$1.415, atingindo o maior patamar mensal desde junho de 2014, a medida que a política de redução de juros global, junto com a desaceleração econômica, força os investidores a buscarem opções mais seguras para seus fundos.

 

COMMODITIES: O petróleo Brent subia 0,15%, cotado a US$65,59, próximo da máxima mensal, enquanto o contrato do WTI, referência para os preços do petróleo nos EUA, subia 0,17% a US$59,41 – maior alta mensal desde fevereiro, com o acirramento das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irã e as apostas de novo corte de produção pelos países da Opep

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