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Posição de estrangeiros na B3 cresce na véspera do Copom; no radar, Fed e balanças

Postado por: TC Mover em 29/10/2019 às 10:08

Apesar da queda de hoje nas bolsas e futuros acionários mundo afora, a sensação no Brasil é de que os estrangeiros estão voltando. Entre segunda e quinta da semana passada, mais de R$1,6 bilhão de estrangeiros entrou na bolsa, na esteira de projeções para os juros abaixo do que se esperava meses atrás e pelos balanços do terceiro trimestre – que sinalizam uma economia em recuperação. A um dia da decisão de juros do Banco Central, o otimismo se mantém. Hoje, após o fechamento, sete grandes companhias divulgam resultados. Mundo afora, será mais um dia intenso de balanços nos Estados Unidos, enquanto o Federal Reserve se reúne para preparar a decisão de juros de amanhã. Fique de olho no fechamento da oferta subsequente da Lopes, na sabatina de Fabio Kanczuk no Senado, que foi nomeado para uma vaga na diretoria do BC, e nos resultados de Cielo, Magazine Luiza e RD.

 

Para os membros experientes do TC Israel Massa e Moises Beida há sinais concretos de que o investidor estrangeiro está alocando nos ativos domésticos. Há cinco pregões que o dólar perde valor ante o real; o fluxo de entrada nas ações mais líquidas da B3, as chamadas “blue chips”, cresce a cada dia – a cotação da Petrobras PN subiu em cinco dos últimos seis pregões; há mais de uma semana que presenciamos criação líquida de cota do fundo do índice que replica o índice Bovespa em Nova Iorque, o EWZ. Em Brasília, após a aprovação da Nova Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, envia ao Congresso uma agenda de propostas para mudar a gestão das contas públicas nas três esferas de governo e frear o crescimento dos gastos obrigatórios do Orçamento.

 

O presidente do Fed, Jerome Powell, está de novo na corda bamba. Desta vez o problema não será se ele e seus colegas no comitê de política monetária da autarquia, o FOMC, cortam ou não os juros, mas se vão sinalizar uma pausa no ciclo de reduções da taxa Fed Funds – e como o mercado vai digerir esse desdobramento. Como mostra a ferramenta FedWatch, da CME, o próximo passo do Fed se mantém incerto: por isso, amanhã fique de olho no pronunciamento de Powell, meia hora depois do anúncio da decisão, programado para 15h00, horário de Brasília. Se o Fed reduzir as taxas na quarta-feira, a Fed Funds irá para um intervalo entre 1,50% e 1,75%, menor patamar desde final de 2016.

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