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PMIs reforçam clima de desaceleração global e impactam bolsas; Bolsonaro, Moro e infraestrutura no radar local

Postado por: TC Mover em 23/09/2019 às 9:04

As bolsas na Europa e os futuros dos índices acionários americanos operam no vermelho na manhã desta segunda-feira, refletindo dados de atividade decepcionantes na Zona do Euro, que ofuscaram o sentimento mais positivo quanto à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Os números dos PMIs da Zona do Euro vieram aquém das estimativas, indicando que as economias da Alemanha e da França estão estagnadas. O índice pan-europeu Stoxx600 acelerou as quedas após a divulgação dos indicadores conhecidos como PMI de manufatura, de serviços e composto; na contramão, os rendimentos dos títulos soberanos europeus operaram mistos, porém com viés de baixa. No caso alemão, os juros dos Bunds de dez anos avançaram, indicando que o governo deve ceder às pressões do bloco para elevar o gasto público. Na Ásia, com a bolsa de Tóquio fechada por conta de um feriado, o dia foi de perdas generalizadas. O petróleo recuava com a expectativa de restabelecimento da produção saudita até a semana que vem, e o minério futuro avançava.

 

Hoje, além das divulgações dos dados do setor externo de agosto, pelo BC, o noticiário local se concentra na visita do presidente Jair Bolsonaro às Nações Unidas, onde o clima não é nada favorável ao governo brasileiro: além de ficar fora das discussões da cúpula de mudanças climáticas, o ambiente de hostilidade é aterrador. Segundo assessores que falaram a veículos da imprensa brasileira, Bolsonaro não deve chegar a tempo de falar na cúpula das mudanças climáticas. À noite, há a previsão de um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas não está confirmado. Para tentar apagar a imagem de facilitador de queimadas na Amazônia, alguns ministérios mandaram sugestões para que ações já em curso adotadas pelo governo sejam incluídas no discurso que Bolsonaro fará amanhã na abertura da Assembleia Geral da ONU, disse a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. O Ministério da Economia enviou um material sobre a abertura da economia, desregulamentações e medidas de viés liberal para ser eventualmente utilizado no discurso.

 

Assim, espere volatilidade no Ibovespa e pressão altista no dólar na manhã de hoje, em parte devido à força da divisa americana no exterior e à alta no apetite por ativos mais seguros. Em relação aos juros futuros, que tocaram mínimas históricas na semana passada após a decisão da Selic, eles podem ser influenciados pela Ata do Copom, pelos dados de IPCA-15 de setembro, divulgados amanhã, e pelo tom do Relatório Trimestral de Inflação, a ser divulgado na quinta-feira. O investidor se interessa agora não pela direção da Selic, mas pela magnitude das quedas esperadas. Hoje, a Pesquisa Focus mostrou que as cinco casas mais precisas nas projeções reduziram sua estimativa de Selic no ano de 5,00% para 4,75%.

 

Fique de olho na reação do mercado à notícia da Reuters sobre o início formal de uma investigação por parte das autoridades regulatórias europeias sobre a associação comercial Boeing-Embraer, a suposta oferta da China Mobile pela Oi e o começo da gestão de Rodrigo Abreu como diretor de operações da companhia de telefonia. O lançamento da oferta subsequente de ações do Banco do Brasil pode acontecer em 3 de outubro e a precificação da operação, que deve somar R$8,15 bilhões, em 17 de outubro, disse o Valor.

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