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Petrobras lidera alta da bolsa acima dos 95 mil pontos; dólar e juros caem

Postado por: TradersClub em 12/02/2019 às 13:35

A bolsa sustenta os 95 mil pontos, com destaque para a alta de Petrobras, e o dólar segue em queda mediante a melhora de humor nos mercados internacionais, com a expectativa por um desfecho favorável das negociações tarifárias entre Estados Unidos e China, e menor tensão sobre desaceleração global após entendimento orçamentário nos EUA.

 

Por volta de 13h00, o Ibovespa ampliava a elevação para 1,27% a 95.609 pontos, na esteira da abertura positiva dos índices em Wall Street: o Dow Jones subia quase 1%. Lideranças dos partidos Republicano e Democrata chegaram a um acerto preliminar para aprovar o financiamento de parte do muro na fronteira com o México. O valor orçado é inferior ao que Trump deseja, mas já é um avanço e afasta o risco de nova paralisação do governo americano.

 

As ações mais líquidas do índice, as chamadas blue chips, lideravam a ponta positiva do Ibovespa. Petrobras avançava 3,58%, sua maior alta desde 2 de janeiro, embalada pela melhora na recomendação do UBS, de neutra para compra, notícias sobre a venda da TAG, maior ativo da estatal no programa de desinvestimento, e salto de mais de 2% no preço do petróleo, na esteira de cortes de produção da Arábia Saudita.

 

Na outra ponta, as ações de Lojas Americanas e Sabesp recuavam mais de 3%, enquanto os papéis da BB Seguridade perdiam 2,47% após a empresa divulgar queda de 10,7% no lucro líquido do quarto trimestre em relação ao mesmo período em 2017. O resultado veio abaixo do consenso e o guidance apresentado para 2019 pode forçar as corretoras a reduzir estimativas de lucro para este ano.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro recuava 0,78% a R$3,733 na B3, também em reflexo de especulações de que o presidente Jair Bolsonaro deve receber alta nesta semana, colocando o calendário para a reforma da Previdência em foco. “Bolsonaro recebeu aval para ter alta amanhã. Em termos de Previdência, isso é uma ótima notícia, uma vez que a equipe econômica espera o presidente voltar para Brasília, para que os detalhes da reforma sejam ajustados”, diz a equipe da Guide Investimentos em nota a clientes.

 

Os juros futuros também ajustavam para baixo, com o contrato para vencimento em janeiro 2020 descendo 2 pontos-base a 6,48%. Os DIs reagem à ata da última reunião de política monetária do Banco Central, que alertou que a consolidação de um cenário de preços comportados nos médio e longo prazos dependerá do andamento das reformas e ajustes necessários na economia, mesmo observando inflação em nível confortável e projeções em linha com as metas.

 

(Foto: sede da Petrobras no Rio de Janeiro/ Agência Brasil).

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