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Confusão com pesquisas e emergentes devem manter pressão no pregão

Postado por: TC Mover em 05/09/2018 às 8:21

Ontem, as duas empresas de pesquisas eleitorais mais prestigiadas do país adiaram a divulgação de respectivas sondagens de intenção de voto, em meio à confusão jurídica sobre o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato. A sucessão de brigas e estratégias por trás da corrida eleitoral, especialmente do PT, que não para de desafiar à Justiça Eleitoral e continuava ontem veiculando Lula como seu candidato, está forçando o investidor a manter uma postura defensiva. Ontem, câmbio, juros e bolsa mostraram o lado perverso dessa incerteza – e hoje não deve ser diferente.

Por outro lado, o ambiente externo parece  cada vez mais complicado para os mercados de países emergentes, que não só sofrem com o teste aos seus fundamentos e suas moedas, mas também com o pessimismo começando a impactar suas bolsas de valores e mercados de dívida. Hoje a vez foi da Indonésia; ontem tinha sido a África do Sul. Na segunda, Argentina e Turquia. Os sinais de contágio são claros. No caso da economia brasileira, os mercados locais se tornaram reféns das incertezas eleitorais, e não dos fundamentos ruins. A pior dessas preocupações é que o ganhador da eleição presidencial de outubro seja um político pouco comprometido com a agenda de reformas fiscais e de Estado que o Brasil tanto precisa. Ou que careça de apoio no Congresso para aprová-las.

Hoje o investidor precisa ficar de olho nos dados da balança comercial de julho dos Estados Unidos e numa série de discursos de dirigentes do Federal Reserve, programadas para a parte da tarde. Ainda teremos sabatina do candidato Henrique Meirelles pelo Estado de S. Paulo.

 

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Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

 

— Câmbio: deve ficar pressionado com maior cautela no exterior, à espera de decisões jurídicas das eleições que impactam pesquisas.

 

— Juros:. deve operar com viés altista por cautela com cenário eleitoral e riscos nos emergentes.

 

— Bolsa: deve ficar pressionada com queda generalizada dos emergentes, riscos para o cenário eleitoral.

 

— Ações: Multiplus, que terá OPA por parte da controladora TAM e deve ser desalistada do Novo Mercado; Engie, com negociação de chineses por térmica da companhia; Banco do Brasil, com aprovação do Banco Central do negócio com a Mapfre; aéreas, com pedido de companhia de baixo custo Sky Airlines para operar no país; Petrobras, que está entre as companhias aprovadas pela ANP para participar do leilão da quinta rodada de partilha; Taesa, com permissão do Ibama para transmissora Janaúba; CVC, com aprovação do conselho de emissão de debêntures; BB Seguridade, que pode ser uma das companhias em disputa por parceria com a Caixa, segundo fontes do Valor.

 

Destaques das recomendações: O UBS manteve o alvo do índice Ibovespa ($IBOV) em 78 mil pontos para o final do ano. Analistas dizem que riscos políticos devem manter mercado brasileiro negociando com desconto ante pares latinos e emergentes.

 

Principais notícias para começar o dia bem informado

 

Trading News

— Cautela com comércio, emergentes contamina ativos globais

— Dólar, desafios levam TAM a plano para deslistagem da Multiplus; prêmio oferecido é de 11,6%

— Defesa de Lula protocola liminar no STF para reviver candidatura

— Datafolha, Ibope adiam pesquisa por pergunta sobre Lula

 

Valor Econômico

— Empresas vendem ativos no exterior e trazem US$ 13,6 bi
— Judiciário estoura teto por reajuste

— Empresas vendem ativos no exterior e trazem US$ 13,6 bi
— Judiciário estoura teto por reajuste

 

O Estado de S.Paulo

— Apesar das críticas de candidatos, benefício fiscal subirá R$ 23 bi
— Prisão de PMs constrange campanha de Bolsonaro
— Ciro Gomes: “Entre coxinhas e mortadelas, sou mortadela”
— Governo e UFRJ trocam acusações sobre verba de museu

 

Folha de S. Paulo

— Instabilidade avança sobre emergentes, e dólar se valoriza mais
— Trabalho de pesquisadores foi destruído por incêndio
— Terceirização irrestrita causa dúvidas entre empregadores
— Alckmin culpa metodologia por queda da educação de SP

 

Globo/G1

— Custo UFRJ: 87% para pessoal
— Governo aumenta subsídio e conta de luz fica mais cara
— Condenado em 2ª instância, Garotinho pode se tornar inelegível
— Países pressionam Venezuela a aceitar ajuda humanitária

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais:

— 10h00: PMI Composto Markit de agosto; anterior 50,4

— 10h00: PMI de Serviços Markit de agosto; anterior 50,4

— 12h30: Fluxo cambial estrangeiro

 

Indicadores internacionais:

— 04h55: PMI Composto da Alemanha de agosto; consenso 55,7

— 04h55: PMI de Serviços da Alemanha de agosto; consenso 55,2

— 05h00: PMI Composto da Zona do Euro de agosto; consenso 54,4

— 05h00: PMI de Serviços da Zona do Euro de agosto; consenso 54,4

— 05h30: PMI de Serviços do Reino Unido de agosto; consenso 53,9

— 06h00: Vendas no varejo na Zona do Euro em julho; consenso -0,1%

— 09h30: Balança comercial dos EUA de julho; consenso -US$50,3 bi

— 09h55: Índice Redbook dos EUA; anterior +0,4%

— 17h30: Estoques de petróleo bruto semanal API; anterior 380.000

 

Eventos:
— N.D.: Executivos de Twitter, Facebook e Google testemunharão perante Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos

— 09h00: Reunião da Apimec com a Fras-le, em São Paulo

— 10h00: Candidato à Presidência Henrique Meirelles participa de sabatina promovida pela Faap e O Estado de S.Paulo

— 10h00: Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tem reunião com dirigentes de instituições financeiras.

— 11h00: Decisão da taxa de juros do Canadá

— 12h30: Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, participa de reunião com o Banco do Brasil.

— 16h00: Reunião da Apimec com a Caixa Seguridade, em São Paulo

— 16h00: Discurso de John Williams, membro do comitê de política monetária do Federal Reserve

— 17h00: Discurso de Neel Kashkari, membro do comitê de política monetária do Federal Reserve

— 18h00: Presidente do BC, Goldfajn, tem reunião com ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes

— 19h30: Discurso de Raphael Bostic, membro do comitê de política monetária do Federal Reserve
— ND: Previsão de pesquisa Ibope/Globo  para a presidência em Pernambuco

 

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