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Passado o agosto sangrento, setembro terá tarifas, FOMC e Copom; no radar, reformas, Oi e guerra comercial

Postado por: TC Mover em 30/08/2019 às 19:02

No domingo, entram em vigor parte das sobretaxas que o governo do presidente Donald Trump impôs em até US$300 bilhões de produtos chineses. Na segunda-feira, o Feriado do Trabalho nos Estados Unidos deve deixar o pregão com baixa liquidez. Mas haverá bastante indicador para o investidor se manter ocupado Brasil e mundo afora. Pesquisa Focus, dados industriais da CNI, balança comercial e emplacamentos da Fenabrave formam parte do roteiro local. Os dados locais e externos, que apontam a uma desaceleração gradual da economia mundial, servem de antessala ao evento mais importante do mês nos mercados: a decisão de juros do Federal Reserve, em 18 de setembro.

 

 

Assim, o cenário para setembro, sob a ótica global, se desenha como de alta incerteza sobre as relações comerciais EUA-China, de luta entre o Reino Unido e a União Europeia para cumprir o prazo do Brexit, no final de outubro, de fortes tensões geopolíticas – por exemplo, em Hong Kong, Oriente Médio — e a Argentina, onde haverá eleição e, infelizmente, mais ruído. No Brasil, entramos também em mês de decisão de política monetária, com o mercado convencido de que haverá um corte na taxa básica de juros Selic – só não há consenso sobre a magnitude. Câmara e Senado trabalham com afinco para passar as Reformas Previdenciária e Tributária antes do final da legislatura, assim como outras iniciativas. O investidor reagiu quanto à notícia de que a relatora da Lei das Teles, senadora Daniella Ribeiro, entregou seu parecer rejeitando quaisquer mudanças no texto. O papel ON da operadora Oi disparou 21,43%, maior alta desde outubro de 2018.

 

 

Liderado pelas ações do Bradesco, da B3 e da Vale, o Ibovespa avançou 0,61% a 101.134 pontos nesta sexta, maior patamar desde 21 de agosto. O volume negociado, de R$15,8 bilhões, ficou em linha com as médias diárias do ano. O dólar futuro, que teve a maior alta mensal desde 2015, fechou em queda de 0,65%, a R$4,147, e ajudou a puxar os juros futuros para abaixo. O DI para janeiro próximo derreteu 7 pontos base, para 5,41%. A correção não chegou em São Paulo, mesmo depois que o humor piorou em Nova Iorque com a queda dos preços do petróleo e a cautela antes da entrada em vigor das tarifas nas importações chinesas e o feriado de segunda.

 

 

O investidor na B3 também ignorou a desvalorização do peso argentino ante o dólar, que tocou os 61 pesos por dólar, diante da decisão do governo de adiar os pagamentos de parte da sua dívida com credores domésticos e o Fundo Monetário Internacional. A fixação da taxa Ptax, que será usada na semana que vem para a liquidação do dólar futuro de setembro e os ajustes de contratos cambiais e de swap cambial, tampouco teve forte influência hoje. De qualquer forma, para os próximos dias é importante ficar de olho em intervenções do Banco Central no câmbio – hoje se encerrou o ciclo de leilões à vista conjugados com oferta de swaps reversos.

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