TC Mover
Mover

Otimismo com reunião Trump-Xi dá fôlego curto à bolsa; cautela com política limita ganhos

Postado por: TC Mover em 26/06/2019 às 13:30

Amostras de boa vontade por parte dos Estados Unidos quanto ás negociações comerciais com a China impulsionavam a demanda global por ativos de risco nesta quarta-feira, permeando a bolsa no Brasil, à espera da cúpula do G-20 deste fim de semana e dos desdobramentos da tramitação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

 

Porém, esse impulso teve curta duração. As declarações do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, de que os dois países têm “cerca de 90% do caminho percorrido e há espaço adicional para que um acordo seja alcançado,” ajudou a impulsionar os índices acionários americanos, os preços da commodities e outros ativos de risco. A Bloomberg News noticiou hoje, citando fontes, que os EUA estão dispostos a suspender a alta programada nas sobretaxas sobre US$300 bilhões em importações chinesas para facilitar a retomada das negociações. Os presidentes americano Donald Trump e chinês Xi Jinping devem se reunir no fim de semana para destravar as conversas que ponham fim a 15 meses de impasses comerciais – e que têm a economia global à beira de uma recessão. No entanto, declarações de Trump no final da manhã de que, sem avanço significativo no acordo, as sobretaxas às importações chinesas seriam aplicadas reduziram os ganhos na bolsa de Nova Iorque, contaminando o ambiente local.

 

No Brasil, a política continua alimentando a comportamento defensivo do investidor: temores de uma demora na votação da Nova Previdência na comissão especial da Câmara, que ontem geraram forte realização de lucros, persistem hoje. Mesmo que a aversão ao risco de ontem não se repita, o mercado está mais ansioso com o calendário da pauta, disseram contribuidores TC, notando que mais atrasos dificultariam a aprovação da reforma antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

 

BOLSA: O índice Bovespa avançava 0,31% a 100.410 pontos, por volta das 11h25. O volume projetado para o pregão de hoje é de R$19 bilhões, bem acima da média diária do ano, por conta da colocação da oferta secundária da Petrobras ON de ontem – que pode levar o montante negociado no papel a alguma coisa perto dos R$6,5 bilhões. Os bancos e as companhias financeiras lideravam as altas na bolsa de São Paulo, com Itaú PN avançando mais de 0,7% e a B3 ON subindo mais de 1,5%. Entre as quedas, destaque para a Qualicorp ON, que cedia 1,9%, e a Estácio ON, que caia 1,3% após Credit Suisse recomendar venda por exposição alta ao segmento de educação básica.

 

CÂMBIO E JUROS: Os mercados de câmbio e juros operavam nesta quarta-feira voláteis, porém com viés de alta, apesar do Banco Central colocar US$1 bilhão em leilão de linha com recompra, para aliviar a alta demanda por liquidez em moeda estrangeira em empresas e bancos. A política pauta o comportamento dos preços no mercado de juros, além de pequena aceleração nos indicadores de inflação de curto prazo que saíram hoje. O dólar futuro se valoriza 0,04% ante o real brasileiro na B3, a R$3,8480, enquanto o DI para janeiro próximo subia 1 ponto-base para 6,04%, maior patamar em uma semana.

 

EXTERIOR: Os comentários de Trump desaceleraram a lata nos índices Dow Jones e S&P500, que passaram a subir 0,10% e 0,09%, respectivamente. O rendimento dos Treasuries de dez anos subia 3,4 pontos-base a 2,020%, maior alta em duas semanas, enquanto o petróleo disparava 2,30% com expectativa de estoques semanais da commodity em queda nos EUA. Já o Bitcoin estendeu seu ganho a 30% na semana, em parte por ser visto como uma ferramenta para se proteger de mais afrouxamento monetário nos países desenvolvidos.

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis