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Otimismo com reforma dá suporte a ativos locais na véspera do feriado em São Paulo; quarta terá ata do Fed, IPCA

Postado por: TC Mover em 08/07/2019 às 18:23

Empolgado com as chances de que a Reforma da Previdência possa ser votada no plenário antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho, o investidor voltou às compras nesta segunda-feira, véspera de feriado em São Paulo, pelo qual os mercados de renda variável, câmbio e juros estarão fechados. O mercado comemorou a disposição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e de líderes partidários de se reunir ao longo do final de semana para acertar os detalhes de um acordo que permita começar a votação da matéria na terça.

 

Maia reiterou que vai colocar a reforma em discussão amanhã, apesar de postergar as negociações, que deviam acontecer na noite de hoje, para amanhã às 09h00. Nelas, ele vai coordenar como será o plano de ação para votar a pauta, disseram fontes à TC News. Há pelo menos 330 votos firmes para passar a Nova Previdência, inclusive alguns da oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O governo precisa de 308 votos na Câmara para que a iniciativa seja aprovada.

 

É por isso que a queda dos mercados globais não fez o menor arranhão na B3, onde câmbio, juros e bolsa mostraram comportamento favorável. Nos Estados Unidos, assim como na Europa e na Ásia, imperou a cautela à espera dos discursos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, da divulgação da ata da última reunião de política monetária do colegiado e de vários indicadores econômicos. Se essa força no mercado brasileiro persistirá após a votação da Previdência, não se sabe, mas o mais provável é que uma reprecificação ou uma reavaliação do risco dos ativos brasileiros aconteça caso a reforma seja aprovada, disseram gestores.

 

O Ibovespa, que de novo tocou máxima histórica intradia e fechou no recorde de 104.530 pontos, com alta de 0,42% hoje, foi impulsionado pela alta dos papéis da Gol, que divulgou expectativa de alta nas margens operacionais acima do esperado anteriormente. Vale e Petrobras puxaram de novo o índice para cima. Via Varejo completou nesta segunda-feira sua mais longa sequência de altas diárias – sete pregões de ganhos – desde 2017, com a expectativa de que, em alguns dias, a varejista anuncie detalhes sobre sua nova operação de banco digital. Os bancos privados limitaram as altas hoje, assim como a Suzano – que ainda sofre com o dólar em queda e os menores preços da celulose nos mercados internacionais.

 

O dólar se desvalorizou ante o real pelo terceiro pregão em quatro e fechou com queda de 0,51%, cotado a R$3,809. Porém, o recuo dos mercados mundo afora limitou a queda. Os contratos de juros futuros continuaram mostrando mais enxugamento de prêmio, especialmente na parte longa da curva – refletindo o otimismo com o cenário para a Nova Previdência. Já os juros mais curtos tiveram recuos tímidos que responderam às chances de um corte de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros Selic no final deste mês. Os contratos com vencimento para janeiro próximo tiveram queda de 2 pontos-base, a 5,795%. A divulgação do IPCA de junho na quarta deverá ditar o rumo dos DIs nas pontas curtas e médias da curva.

 

Nos EUA, as ações caíram nesta segunda-feira, lideradas pela Apple, cuja queda pressionou o setor de tecnologia de forma ampla. Nossa editora Larissa Linder disse que o rebaixamento do papel da gigante de tecnologia por parte de uma corretora elevou para cinco o número total de analistas que recomenda vender a ação – entre as 57 avaliações coletadas pela Bloomberg News. É provável que, tanto o discurso de Powell de amanhã à tarde quanto temores relacionados ao tom da ata do Fed prolonguem as quedas em Nova Iorque nesta terça.

 

Amanhã, mesmo com o feriado em São Paulo fechando os negócios na B3, fique de olho nos dados de inflação da China e no início da última fase de debates da Nova Previdência antes da votação no plenário. Já na quarta, o investidor deve ajustar suas apostas com os dados do IGP-M dos primeiros dez dias de julho e o IPCA de junho – que deve mostrar uma leitura baixa. A ata do Fed será divulgada às 15h00 da quarta-feira – e há grande expectativa pelo que o comitê do banco central americano, conhecido como FOMC, tenha a falar a respeito dos dados econômicos e o balanço de riscos para a inflação e o crescimento – e, logicamente, o rumo dos juros – na maior economia do mundo.

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