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Otimismo com acordo China-EUA e balanços devem marcar a semana

Postado por: TC Mover em 25/02/2019 às 8:37

A semana começa com um clima de otimismo vindo do exterior após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, prorrogar o prazo para o início das tarifas contra US$200 bilhões em produtos chineses. A decisão indica o bom andamento das conversas entre os dois países para encerrar a guerra comercial que dura há quase um ano. A bolsas na Ásia dispararam com a notícia, com o índice Xangai Composto avançando mais de 5% no final do pregão e voltando ao maior patamar desde junho de 2018. As bolsas europeias e os futuros dos índices americanos replicavam o comportamento, mas com altas mais moderadas. O dia deve ser benigno para ativos de risco, como os dos países emergentes.

 

Por aqui, as discussões em torno da reforma da Previdência continuam – hoje uma coluna do Globo diz que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deve se encontrar com uma série de especialistas para conversar sobre o tema ao longo da semana. Fique atento aos comentários dele numa sabatina realizada pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira, a partir da 10h00. O tema é a agenda econômica dentro do Congresso.

 

Enquanto as conversas sobre a reforma continuam, o governo Jair Bolsonaro enfrenta outro desafio: a situação calamitosa da Venezuela na fronteira com o Brasil, cujo governo atacou, no último sábado, caminhões de ajuda humanitária que tentavam entrar pela Colômbia. O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, participa de um fórum em Bogotá nesta segunda-feira, ao lado do líder da oposição e presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, para debater o tema – Guaidó afirmou em discurso não descartar o apoio à intervenção militar estrangeira no país. Resta saber qual seria a participação do governo Bolsonaro neste cenário.

 

Esta semana, fique de olho no discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que será sabatinado pelo Congresso no meio da semana. Trump deve se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong-Un, a partir de terça-feira. Na quinta-feira deve ser divulgada mais uma prévia do PIB dos EUA. A premiê britânica Theresa May deve colocar uma data para a votação final do acordo do Brexit – possivelmente dia 27. No Brasil, a agenda é cheia de balanços corporativos do quarto trimestre, incluindo a Petrobras, na próxima quarta-feira.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

As bolsas na Europa e na Ásia avançavam junto aos futuros dos índices acionários americanos após o presidente Trump adiar o prazo para as novas tarifas contra a China e tuitar sobre o progresso notável nas negociações para acabar com a guerra comercial que se alastra há quase um ano.

 

Os rendimentos dos Treasuries e o dólar americano recuavam no pregão europeu, em sinal de menor aversão ao risco e crescente demanda por ativos menos cautelosos. O índice Xangai Composto teve sua maior alta em mais de três anos, apesar da imprensa estatal chinesa sugerir que as negociações serão mais difíceis neste trecho final. Moedas e ações de mercados emergentes subiam na manhã desta segunda-feira.

 

A decisão de adiar o prazo deve, segundo um trader sediado em Hong Kong, dar um respiro adicional à recuperação do mercado acionário global. Mas, ele alerta, dois possíveis problemas podem atrapalhar o sentimento ao longo da semana: a aparente divergência que nasceu entre Trump e Lighthizer e a negativa dos chineses de mudar pontos estruturais da sua política econômica como parte das conversas.


Principais notícias corporativas


Petrobras: A Petrobras divulgou que sua produção total de petróleo e gás foi de 2,61 milhões de barris de óleo equivalente por dia em janeiro. A meta para 2019 é de 2,80 milhões de boed. Em dezembro, foi de 2,70 milhões de boed.

 

Banco do Brasil: O Banco do Brasil informou que seu conselho de administração aprovou para o exercício de 2019 a distribuição de 30% a 40% do lucro via dividendos, juros sobre capital próprio.

 

JSL: A JSL confirmou ao mercado sua intenção de realizar um IPO da subsidiária Vamos Locação de Caminhões “tão logo possível”.

 

Paranapanema: A Paranapanema disse que contratou o Citigroup Global Markets como advisor para auxiliar na busca de oportunidades de acelerar os planos de investimentos e alavancagem operacional.

 

Marcopolo: A Marcopolo decidiu que não irá pagar dividendos complementares por conta do exercício de 2018 e manterá a suspensão do programa de juros sobre capital próprio em 2019. “Em havendo mudanças no cenário econômico, a prática poderá ser retomada.”

 

Cyrela: A Capital International Investors elevou a participação na Cyrela para nível superior a 5% do total de ações ON da companhia.

 

Mills: A Mills informou que os titulares de debêntures aprovaram a incorporação da Solaris Participações pela companhia, bem como a realização de operações de mútuo com controladas ou empresas coligadas no montante de até R$25 milhões.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

05h00 IPC (semanal) – Fipe

08h00 Confiança da construção (fevereiro) – FGV

08h25 Relatório Focus (semanal) – BC

10h30 Transações correntes (janeiro) – BC

10h30 Investimento estrangeiro direto (janeiro) – BC

15h00 Balança comercial semanal

 

Indicadores internacionais

02h00 Japão – Índice de indicadores antecedentes; consenso 97,9

08h00 Reino Unido – Pesquisa CBI de varejo (fevereiro)

12h00 EUA – Estoques no atacado mensal (dezembro); consenso 0,20%

17h00 Argentina – Vendas no varejo anual

 

Resultados trimestrais

A.A. BTG Pactual

 

Teleconferências de resultados

11h00 BTG Pactual

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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