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Nova fonte de tensão EUA-China impacta mercados; no radar, Fed e Copom, dados e Bradesco

Postado por: TC Mover em 31/10/2019 às 9:57

As bolsas e os futuros acionários recuam, a volatilidade aumenta e a busca por ativos seguros ganha mais ímpeto na manhã desta quinta-feira, após a Bloomberg News dizer, citando fontes, que o governo chinês está pouco confiante em chegar a um acordo comercial duradouro durante a presidência de Donald Trump. Dados de atividade na China frustraram o consenso, enquanto o Banco do Japão manteve os juros, mas deixou mais relaxada a linguagem para eventuais estímulos. A Zona do Euro inesperadamente manteve no terceiro trimestre o ritmo de expansão recente, alimentando o ceticismo quanto à necessidade dos juros negativos. Hoje, a guerra comercial deve ser a notícia principal do dia.

Segundo a Bloomberg News, que citou fontes reunidas no congresso anual de lideranças do Partido Comunista, o governo chinês está temeroso com a possibilidade de não atingir um acordo comercial duradouro com os Estados Unidos. Isso acontece a poucos dias – ou semanas – de os dois lados assinarem uma fase I de um acordo mais abrangente. O governo do presidente Xi Jinping não deseja mexer nas questões domésticas mais espinhosas, e mais solicitadas pelos EUA, como mudanças em leis para proteger direitos de propriedade intelectual e proteção ao investimento estrangeiro. Disse a matéria que os chineses “continuam preocupados com a natureza impulsiva” de Trump e com o risco de ele recuar, mesmo na fase I.

No Brasil, há dados de desemprego trimestral até setembro, números do setor público consolidado para setembro e, na abertura do mercado futuro, ajuste na curva de juros à decisão do comitê de política monetária do BC, a Copom, de ontem. O mercado deve reagir à mudança na projeção de lucro líquido diluído por ação, que deve terminar esse ano em R$0,90, ante expectativa anterior de R$1,40 a R$1,70. Podemos ter ajuste pós-Copom, que surpreendeu os mais otimistas, indicando que poderá encerrar o ciclo de quedas em dezembro, com a Selic a 4,5%. Com a nova queda na taxa básica Selic, para 5,00%, o BC jogou pá de cal nos investimentos de renda fixa.

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