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Na contramão do Fed, Copom sinaliza mais cortes em decisão de juros; amanhã será a vez do Japão e Reino Unido

Postado por: TC Mover em 18/09/2019 às 19:49

Hoje o investidor operou o dia inteiro à espera das decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, na esteira de eventos que faziam de qualquer movimento um exercício de equilibristas: a súbita parada da produção de petróleo da Arábia Saudita no sábado, assim como o aperto de liquidez nos mercados interbancários americanos chegaram a fazer muitos fundos e bancos repensarem suas apostas. As expectativas do mercado se confirmaram e os bancos centrais reduziram suas taxas básicas de juros em linha com o consenso. Porém, os dois comunicados enviaram mensagens diferentes: um se caraterizou pela severidade da linguagem e por dar pouca sinalização quanto ao rumo da política monetária à frente. O outro, pelo contrário, deixou a comunicação bem mais clara.

 

O Federal Reserve anunciou no meio da tarde desta quarta o segundo corte seguido na taxa-alvo básica de juros, de 25 pontos-base, para o intervalo entre 1,75% e 2,00%, 45 dias após cortá-la pela primeira vez, e na mesma dimensão, em 11 anos. A redução veio em linha com as expectativas do mercado. No comunicado, a autarquia ofereceu poucas indicações de que mais reduções estão por vir. Já na coletiva de imprensa, Powell tentou assumir um tom mais dócil e disse que um novo corte pode ser necessário a depender do desempenho da economia. Os índices-referência das bolsas em Nova Iorque fecharam no azul: o Dow Jones e o S&P500 avançaram 0,13% e 0,03%, respectivamente.

 

Já no Brasil, o BCB deixou a porta aberta para mais um corte nos juros daqui a 45 dias, após reduzir, pela segunda vez consecutiva, a taxa Selic, citando inflação sob controle, um balanço de riscos mais equilibrado e dados que apontam a uma retomada lenta da economia. A redução veio em linha com o consenso colhido pelo TC entre 16 economistas. Ao anunciar sua decisão, em comunicado, o comitê conhecido como Copom avalia que a avaliação atual não restringe sua próxima decisão – o que foi interpretado por alguns economistas como um sinal de que mais cortes estão por vir.

 

Nesse cenário, o Ibovespa fechou em queda de 0,08%, a 104.531 pontos, com volume negociado de R$10,10 bilhões. O dólar futuro avançou 0,85%, a R$4,114, com o investidor buscando proteção na moeda americana – que avançou ante pares e divisas de países emergentes. O real apresentou, hoje, o pior desempenho entre as emergentes. Na virada de quarta para quinta-feira, será divulgada a decisão da taxa de juros do Banco do Japão e, de manhã, a do Reino Unido. Os EUA informam dados de transações correntes do último trimestre, pedidos iniciais de seguro-desemprego semanal e o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia.

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