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Na antessala da reunião Trump-Xi, proteja-se da volatilidade; sem Previdência, foco é em dados fiscais e de emprego

Postado por: TC Mover em 28/06/2019 às 9:46

Nesta sexta-feira, os mercados globais operam com leve tendência de alta, mas com um movimento oscilante, à espera dos desdobramentos da cúpula dos presidentes das 20 maiores nações do mundo. Os holofotes se voltam para a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu colega chinês, Xi Jinping, que pode destravar – ou não – as negociações para acabar com a guerra comercial que já dura 15 meses. O ouro avançava, mantendo-se em um patamar alto como nos últimos dias, os futuros dos índices americanos registravam altas tímidas, assim como as bolsas europeias, e o rendimento dos Treasuries de dez anos avançavam 0,1 ponto-base, sinal de que o mercado acha que uma posição relativamente defensiva pode ser uma estratégia acertada em meio à incerteza global.

 

Por aqui, o dia deve caminhar devagar se levamos em conta que a atividade parlamentar e, especificamente, a tramitação da Reforma da Previdência, só deve ganhar velocidade com as negociações entre os líderes dos partidos, o governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a partir de segunda-feira. A votação do relatório da comissão especial, onde tramita a PEC, deve acontecer na quarta-feira, conforme previsão de Maia, noticiada ontem na coluna do Lauro Jardim, em O Globo. O destaque no noticiário hoje é uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo que diz que os chefes de Câmara e do Senado não sabem se o maior articulador político do governo, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ficará no cargo. Isso pesará no pregão? A conferir. 

 

É importante estar atento, também, a novidades em relação à negociação para inclusão de Estados e municípios na Previdência. E nesses primeiros seis meses do ano que se encerram neste final se semana, diga-se, apesar dos sobressaltos políticos, o Ibovespa acumula alta de 14,61%, enquanto o dólar futuro negociado na B3 recuou 3,04% ante o real. 

 

Hoje e ao longo deste final de semana, o investidor precisa ficar de olho se tanto os EUA quanto a China desejam e vão buscar um acordo equilibrado. A China acredita que o acordo deveria ter ganhos e responsabilidades equitativamente distribuídas, mas os americanos não pensam dessa forma. A razão disso são as transgressões às boas práticas do comércio que a China sistematicamente fez por anos. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA deseja reduzir o déficit comercial com a China – que no ano passado beirou os US$420 bilhões e estava acima dos US$100 bilhões entre janeiro e abril.

 

Assim, de acordo com o que foi noticiado por alguns veículos de imprensa na quinta-feira, Trump parece pouco disposto a levantar as restrições de venda de tecnologia norte-americana para a Huawei, assim como retirar todas as sobretaxas em vigor sobre as importações chinesas. Não ignore o potencial que Trump tem para causar mais ruído entre aliados e rivais: há meses que ele deseja estender sua ofensiva comercial à Europa e ao Japão. A Índia também foi alvo recente de ataques – ele disse que a política comercial do país asiático é nociva para os EUA. Tudo isso pode gerar volatilidade na semana que vem. 

 

Hoje, preste atenção nos números do setor público consolidados de maio, que devem mostrar déficit primário estável na base anual, mas dívida bruta crescente. Os números de emprego da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, do IBGE, também serão divulgados – espera-se uma recuperação lenta nos indicadores do mercado de trabalho. Mundo afora, fique de olho nos dados de PIB do Reino Unido, assim como de renda e gastos pessoais dos EUA.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os ativos de risco alternavam altas e quedas no pregão desta sexta-feira, último pregão de mês e do semestre, na antessala da tão aguardada reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e a China, que deve marcar o rumo da guerra comercial e dos mercados no curtíssimo prazo. 

 

As ações asiáticas e os títulos do Tesouro americano, cujo rendimento se sustenta acima dos 2%, se desvalorizaram, com a bolsa de Xangai mostrando as maiores perdas. Os futuros dos índices acionários americanos S&P500 e do Dow Jones Industrial avançavam no pregão europeu, seguindo o maior indicador da região, o Stoxx600. O ouro avançou e o petróleo caiu – sinal de investidores precavidos com o noticiário da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping.

 

 Bolsas: Às 09h20, os índices futuros Dow Jones Industrials e S&P500 subiam 0,33% e 0,23%, respectivamente – acumulando alta de 7,5% no mês de junho e recuperando completamente as quedas do mês de maio. O índice pan-europeu Stoxx600, puxado pelas ações de tecnologia, sobe 0,36% e acumula alta de 4% no mês. Já na Ásia, os índices Nikkei 225 e o Xangai Composto fecharam em queda de 0,29% e 0,60%, devolvendo parte dos ganhos de ontem – assumindo tom de cautela com as conversas comerciais entre a China e os EUA no G20. O ETF iShares MSCI Emerging Markets sobe 0,75% no pré-market em Nova Iorque, enquanto o índice VIX permanecia estável, indicando leve cautela para o pregão de hoje.

 

Principais notícias corporativas

 

 Linx: A Linx adquiriu a totalidade das quotas da Millennium por um valor de R$65 milhões à vista, que, dependendo de metas financeiras e operacionais entre 2019 e 2022, pode ser acrescido de mais R$44,6 milhões.

 

 CPFL Energia: A CPFL Energia irá emitir lote suplementar em oferta de ações, com resultado final totalizando volume de R$3,69 bilhões.

 

 Cemig: A Cemig recebeu decisão favorável sobre reconhecimento do direito da companhia de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS, com efeito retroativo a setembro de 2003, o que resulta em redução média de aproximadamente 1% nas faturas dos clientes.

 

 Eletrobras: A Eletrobras aprovou reestruturação societária entre a Eletrosul e a CGTEE, resultando na Eletrobras CGT Eletrosul, com sede em Florianópolis. A operação ainda depende de aprovação em AGE.

 

 CSN: A CSN precificou a oferta de títulos de dívida emitidos por sua subsidiária CSN Resources a R$175 milhões, com vencimento em 2023 e juros de 7,625% ao ano.

 

 CCR: A CCR elegeu Roberto Penna Chaves Neto como novo diretor jurídico da companhia, após a renúncia de Marcus Rodrigo de Senna.

 

 B3: A B3 aprovou programa de recompra de até 38,5 milhões de ações até 2020. A companhia aprovou, também, pagamento de dividendos a acionistas no valor de R$211,1 milhões.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

09h00 Taxa de desemprego mensal (maio) – IBGE

10h30 Relação dívida/PIB mensal (maio) – Banco Central

10h30 Resultado nominal do orçamento mensal (maio) – Banco Central

10h30 Resultado primário do orçamento mensal (maio) – Banco Central

 

Indicadores internacionais

03h00 Alemanha – Preços de bens importados mensal (maio)

05h30 Reino Unido – PIB trimestral (1T)

05h30 Reino Unido – PIB anual (1T)

06h00 UE – IPC anual (maio)

09h30 EUA – Núcleo do índice de preços anual (maio) – PCE

09h30 EUA – PCE Deflator mensal (maio)

09h30 EUA – Renda pessoal mensal (maio)

09h30 EUA – Gastos pessoais mensal (maio)

10h45 EUA – PMI de Chicago mensal (junho)

11h00 EUA – Confiança do consumidor Michigan mensal (junho)

11h00 EUA – Índice Michigan de percepção do consumidor mensal (junho)

14h00 EUA – Contagem de sondas Baker Hughes

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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