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Mnuchin alivia pressão sobre acordo EUA-China e bolsas, ativos de risco sobem

Postado por: TC Mover em 26/06/2019 às 9:03

As bolsas e as commodities retomaram as altas na manhã desta quarta-feira, após um início fraco na Ásia, após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, dizer à CNBC que um acordo com a China está “90%” pronto.

 

As bolsas globais completaram ontem o quarto dia de desempenho fraco, refletindo temores de que a reunião entre os presidentes americano e chinês, Donald Trump e Xi Jinping, programada para acontecer neste fim de semana, não traria nenhuma solução palpável à disputa comercial que se alastra por quase 15 meses.

 

Mnuchin, que foi entrevistado no Oriente Medio pela CNBC, disse que os EUA e a China estavam com “cerca de 90% do caminho andado e acho que há mais caminho para completar o acordo.” Ele se mostrou confiante disse de que Trump e Xi possam avançar nas negociações, em meio à cúpula do G-20 neste fim de semana. Ele não detalhou o que os 10% finais de um acordo envolveriam, nem quais os pontos críticos para completar um acordo.

 

BOLSAS: Os futuros dos índices Dow Jones Industrials e S&P500 aceleravam os ganhos para 0,44% e 0,50% por volta das 07h20, após um começo fraco no pregão europeu. A fala de Mnuchin reavivou a demanda por ativos de risco, ajudando a tirar o índice Stoxx600 do vermelho, graças ao avanço das ações de bancos, companhias de energia e montadoras. Não que a notícia tenha tirado a cautela completamente do ambiente: as principais bolsas asiáticas recuaram no dia, enquanto os fundos de índices das ações emergentes, incluindo as do Brasil, também perdiam terreno. O ETF iShares MSCI Emerging Markets recuava 0,95% no pré-market em Nova Iorque, enquanto o iShares MSCI Brazil, que replica o índice Bovespa, caia 0,12%. O índice VIX de volatilidade derretia 3% no pregão europeu.

 

MOEDAS E JUROS: A menor aversão ao risco se traduziu na maior queda no rendimento dos Treasuries de dez anos em duas semanas, assim como um recuo forte na cotação do ouro e da prata – vistos como ativos seguros em momentos de incerteza – e uma queda na cotação do iene frente ao dólar americano. O Treasury yield, como é conhecido o juro do título americano de dez anos, subiu 3,7 pontos-base para 2,026%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar dos EUA ante seus pares, avançava 0,10%. O ouro caia para seu menor patamar em dois dias, porém conseguia defender a cotação acima dos US$1.400 a onça.

 

COMMODITIES: A cotação do petróleo WTI, referência dos contratos nos EUA, subiu 1,8%, para US$58,89 dólares o barril, a maior cotação em quatro semanas. O cobre, usado como um indicador de atividade econômica mais intensa lá na frente, subia 0,10% – saindo com mais convicção das mínimas em dois meses. Já o minério de ferro no mercado futuro na China recuou pelo terceiro dia seguido, após relatos de que a China imporá restrições à produção de aço em algumas regiões e pela retomada da produção do mineral na mina de Brucutu, da Vale.

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