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Mercados sentem peso da incerteza e operam sem direção; investidor traz foco de volta para a reforma

Postado por: TC Mover em 07/05/2019 às 8:47

O sentimento de mercado permanece frágil mundo afora. Enquanto isso, o investidor espera por mais manchetes relacionadas à disputa comercial entre os Estados Unidos e a China e as implicações da decisão americana, reiterada ontem, de elevar as sobretaxas comerciais a US$200 bilhões em importações chinesas nesta sexta-feira. Do lado mais positivo, o governo da China confirmou hoje que o vice-premiê Liu He visitará Washington entre 9 e 10 de maio; no mais negativo, Robert Lightziher, o representante de comércio dos EUA, acusou os chineses de descumprirem parte dos compromissos contidos no pré-acordo comercial. Quais seriam? Mudar suas leis para proteção da propriedade intelectual ou eliminar a obrigatoriedade de transferir tecnologia americana. Alguém esperava tantas concessões em um acordo só? Bom, parece que os mercados esperavam.

 

Bolsas asiáticas mistas, bolsas europeias em leve queda e futuros dos índices americanos no vermelho. Dólar oscilante, commodities recuando e aversão ao risco em alta – o dia promete mais incerteza. Já no plano local, os mercados de câmbio, renda variável e juros devem repercutir hoje o início das deliberações sobre a reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados. Analistas como Lucas de Aragão, da Arko Advice, identificam vários desafios para o governo nesse estágio crucial: evitar a desidratação da economia fiscal do projeto, acelerar a tramitação da pauta e melhorar a articulação política. Iniciativas do presidente Jair Bolsonaro como o pacto anticrime e a reorganização da administração federal dependem da aprovação do Congresso. Ao que parece, alguns setores do Parlamento querem sabotar a pauta legislativa para mandar recados sobre a insatisfação com a articulação – basta ver as movimentações dos partidos do Centrão, em especial as do deputado-sindicalista, Paulinho Pereira.

 

Hoje é o primeiro dos dois dias de reuniões do comitê de política monetária do Banco Central, o Copom, que deve anunciar amanhã o novo patamar da taxa básica de juros Selic. A expectativa majoritária é de manutenção em 6,50%. A agenda econômica destaca números de vendas de veículos por aqui em abril e, lá fora, a produção industrial de março na Alemanha. No âmbito corporativo, hoje tivemos resultados trimestrais da Ambev acima do consenso na receita líquida e EBITDA, e levemente abaixo no lucro. À noite, o esperado balanço da Petrobras será divulgado – nosso consenso espera queda no lucro na base anual pelas paradas de manutenção, preços de petróleo menores, margem de refino pressionada e provisões relacionadas ao caso Sete Brasil.

 

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os mercados acionários ao redor do mundo operavam sem direção definida nesta terça-feira, aguardando sinais mais concretos de que os Estados Unidos e China possam resolver suas diferenças comerciais e diplomáticas sem piorar a desaceleração econômica global.

 

Bolsa: Os principais índices na China, que despencaram na véspera, se recuperavam e subiam em busca de barganhas por parte do investidor, enquanto o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, voltava aos negócios após longo feriado. O índice pan-europeu Stoxx600 operava em queda de 0,3%, puxado pelas ações das montadoras e bancos, enquanto o futuro do índice S&P500 recuava 0,5% apesar da confirmação de que o vicê-premiê chinês Liu He deve viajar aos EUA para retomar as negociações comerciais.

 

Principais notícias corporativas

 

AES Tietê: A AES Tietê apurou um lucro líquido de R$62 milhões no primeiro trimestre, o equivalente a uma elevação de 13,3% na base anual.

 

Unidas: A Unidas registrou um lucro líquido recorrente de R$82,5 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma expansão de 54,8% na base anual.

 

Vulcabras: A Vulcabras divulgou um lucro líquido de R$26,2 milhões no primeiro trimestre, uma redução de 21,6% na comparação anual.

 

Duratex: O conselho de administração da Duratex aprovou a emissão de R$1,2 bilhão em debêntures, com esforços restritos de distribuição.

 

Gol: A Gol publicou números prévios de tráfego de abril, com alta de 6,7% na oferta total e de 7,8% na demanda total. A taxa de ocupação atingiu 80,8%, com alta de 0,8 ponto percentual.

 

T4F Entretenimento: A T4F Entretenimento informou que vai provisionar cerca de US$8,8 milhões em razão de provável perda em ação judicial na Argentina movida contra a companhia pela LRPG.

 

Mahle Metal Leve: A Mahle Metal Leve rescindiu contrato com a Brasil Plural referente a serviços de formador de mercado das ações ON da companhia.

 

Frigoríficos: Peste suína na China cria oportunidade para exportador (Estado)

 

BH Pharma: Fundo de ex-BTG fica com debêntures da BR Pharma (Valor)

 

Siderúrgicas: Resultado de siderúrgicas não anima mercado (Valor)

 

Bradesco: Bradesco mira R$ 1,6 tri de brasileiros nos EUA ao comprar banco na Flórida, diz presidente (Folha)

 

Ambev: A Ambev divulgou lucro líquido de R$2,74 bilhões no primeiro trimestre de 2019, avanço de 6,2% na base anual e levemente abaixo do consenso. EBITDA  e receita líquida bateram o consenso.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

11h20 Produção de veículos mensal (abril) – Anfavea

11h20 Vendas de veículos mensal (abril) – Anfavea

 

Indicadores internacionais

N.D. China – Reservas Cambiais

01h30 Austrália – Decisão da Taxa de Juros (maio); consenso 1,50%

03h00 Alemanha – Encomendas à Industria mensal (março); consenso 1,50%

03h00 Alemanha – Produção Industrial mensal (março); consenso -0,70%

09h55 EUA – Índice Redbook anual

09h55 EUA – Índice Redbook mensal

11h00 EUA – Ofertas de Emprego JOLTs (março); consenso 7,23 mi

16h00 EUA – Crédito ao Consumidor (março); consenso US$17 bi

17h30 EUA – Estoques de Petróleo Bruto semanal – API

20h01 Reino Unido – Vendas no Varejo do BRC anual (abril)

21h30 Japão – PMI Serviços (abril)

23h00 Nova Zelândia – Decisão da Taxa de Juros; consenso 1,50%

 

Resultados corporativos

AA Ambev; consenso R$2,89 bi

DF CPFL Energia

DF TIM Brasil; consenso R$385 mi

DF BR Properties

DF Hermes Pardini

DF Iguatemi; consenso R$70 mi

DF Comgás

DF Petrobras; consenso R$1,8 bi

DF Sanepar

DF JHSF

 

Teleconferência de resultados

10h00 Vulcabras Azaleia

10h00 Duratex

10h00 BB Seguridade

10h00 CPFL Renováveis

11h00 Magazine Luiza

11h00 Unidas

11h00 Porto Seguro

11h00 Marcopolo

11h00 Banco ABC Brasil

12h00 Ambev

12h00 BR Distribuidora

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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