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Mercados retomam alta e monitoram coronavírus; no radar, indústria, Congresso, IPO da Locaweb e Iowa

Postado por: TC Mover em 04/02/2020 às 9:16

Nossa breve aventura como epidemiologistas tem se tornado volátil como poucas outras. Enquanto uns pressagiavam o fim do capitalismo como o conhecemos apenas uns dias atrás, o raciocínio de outros se impõe: no momento, a liquidez ganha da incerteza. É certo que o investidor precisa se preocupar com a erupção de um vírus altamente infeccioso que, até o momento, tem se demonstrado menos mortal do que inicialmente imaginado. Sabemos, também, que sua disseminação descontrolada representa uma grande ameaça tanto para a vida humana quanto para o crescimento global, mas não podemos ignorar que seriam poucos os países que não reagiriam de forma determinada a um surto de tal magnitude.

 

Na reabertura do mercado chinês, no pregão da véspera, a China implementou – como falamos na noite de domingo – uma resposta à crise “avassaladora e sem precedentes”. Nos parece que foi isso que aconteceu e o que deve pautar o rumo dos mercados, na ausência de surpresas desagradáveis. Hoje, os ativos de risco avançam, a aversão ao risco alivia e o investidor pode voltar a prestar atenção aos dados, aos balanços e aos eventos. O destaque em matéria de indicadores locais será a divulgação da produção industrial de dezembro e de 2019. Espera-se contração nas bases mensal e anual. Ontem, a Confederação Nacional da Indústria disse que nível de utilização da capacidade instalada ficou em 77,5% em dezembro, queda de 0,5 ponto percentual na base sequencial. A alta anual foi de 0,4 ponto.

 

A oferta inicial de ações da empresa de serviços digitais Locaweb, que precifica hoje, deve movimentar R$1 bilhão. A companhia pretende vender 33,3 milhões de novas ações, na faixa indicativa de preço entre R$14,25 e R$17,2, e usar os recursos para aquisições e redução de dívida. A Silver Lake e a família Gora venderão quase 27 milhões de ações. Ontem, o IPO da Mitre Realty levantou R$1,2 bilhão. O interessante é que a onda de listagens acontece quando a participação do capital nacional no mercado de ações ultrapassa a do estrangeiro, 52% ante 48%, pela primeira vez em seis anos.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Vitor Azevedo || Foto: Segmento Star da Bolsa de Xangai – Reuters)

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