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Mercados reduzem cautela com coronavírus enquanto China despenca com ajuste; IPC-S, eleições nos EUA, petróleo no radar

Postado por: TC Mover em 03/02/2020 às 9:28

O índice composto de Xangai fechou em queda de 7,7% nesta segunda-feira,   incorporando os receios dos últimos dias com a epidemia de coronavírus na volta do feriado estendido do Ano Novo Lunar. O iuan chinês caía 1,11% em relação ao dólar americano, enquanto os índices dos vizinhos fecharam com desempenho misto, com queda no Japão e leve alta em Hong Kong. O tombo nos índices chineses era mais do que esperado e aconteceu apesar do governo do presidente Xi Jinping ter anunciado um conjunto de medidas sem precedentes para atenuar a falta de liquidez de companhias do setor real, bancos e pessoas físicas, assegurar a estabilidade financeira e corrigir distorções causadas pela extensão forçada do feriado. O banco central do país injetou quase um trilhão de iuanes no sistema financeiro na noite de ontem, reduzindo as taxas de juros das operações compromissadas em 10 pontos-base.

 

No entanto, o surto de coronavírus não deu trégua na madrugada e o número de contaminados se elevou para mais de 17.000, com 364 mortes na China e uma nas Filipinas – superando as 349 durante o surto da SARS, em 2002 e 2003. Apesar do governo chinês pedir para que os investidores avaliem objetivamente o impacto da doença, “é difícil manter a tranquilidade com a situação”, disse um trader sediado em Hong Kong. A China não voltou completamente à normalidade – o que deve deixar os mercados ainda tensos e a abertura na B3 fortemente pressionada. ora a China, os demais mercados ao redor do mundo, que tiveram uma semana inteira para absorver os receios com o surto, tinham leve recuperação nesta segunda-feira, com alívio no clima de cautela dos últimos pregões. Os futuros dos índices americanos subiam acima de 0,30%, enquanto os principais índices europeus operam no azul, também repercutindo os resultados em linha com o esperado para os PMIs da região.

 

A venda do Outback Brasil avançou para a segunda fase, quando as empresas interessadas apresentam suas ofertas. Segundo o Valor Econômico, as redes Burger King e Madero, e as gestoras Advent International e Vinci Partners, fazem parte desse processo; o Outback Brasil é estimado entre R$1,5 bilhão e R$2 bilhões. Ainda segundo o Valor Econômico, a Oi está próxima de fechar a contratação da gestora de ativos e consultora Lazard para tocar o projeto de expansão de fibra óptica. De acordo com plano estratégico divulgado no ano passado, a companhia pretende ser a maior fornecedora de infraestrutura do tipo no país, e pode utilizar as recentes receitas, como o US$1 bilhão oriundo da venda de fatia na Unitel e os R$2,5 bilhões provindos da emissão de debêntures da Oi Móvel, para tal finalidade.

 

(Por: Ana Siedschlag e Vitor Azevedo || Foto: Xi Jinping || Foreign and Commonwealth Office)

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