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Mercados reagem bem a gesto chinês no comércio; ajuste fiscal, IBC-Br, e política monetária global devem dominar atenções

Postado por: TC Mover em 13/09/2019 às 9:07

Os futuros dos índices acionários americanos apontavam para alta na manhã desta sexta-feira, em linha com o desempenho nas bolsas asiáticas e europeias, refletindo a diminuição dos temores quanto à uma escalada das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos. Ambos continuam trocando gestos de boa vontade antes das conversas programadas para o mês que vem. Os ativos de renda variável tanto em São Paulo quanto em Nova Iorque caminham para a terceira semana consecutiva de altas, que podem se estender por mais uma semana se o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve contratarem, na quarta que vem, mais reduções nas taxas básicas de juros. A teoria diz que, em geral, os cortes de juros e os programas de estímulo monetário agem de maneira a incentivar a compra de ativos que embutem mais risco, como as ações, o que eleva seus preços e, automaticamente, faz a economia crescer. O S&P500 e o Ibovespa podem, assim, testar máximas históricas.

 

A notícia do dia é que a China está incentivando empresas estatais a comprar mais produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne suína – que serão excluídos da lista negra de produtos sobretaxados no contexto da guerra comercial. O passo de hoje é o mais recente para aliviar as tensões que deixam o mundo à beira de uma recessão. O anúncio do Ministério do Comércio chinês dá continuidade ao esforço para isentar uma série de mercadorias americanas das tarifas impostas no ano passado – sinal de que o presidente Xi Jinping procura aliviar o impacto da querela na segunda maior economia do mundo. Segundo um gestor sediado em Hong Kong, mesmo sem especificar a quantidade de compras de carne suína e soja que fará de fornecedores americanos, “a China deu um primeiro passo que pode ser determinante para que as conversas de outubro tenham êxito”. Assim, na Ásia, o índice Topix de Tóquio atingiu a máxima em quatro meses – os mercados na China e na Coréia do Sul ficaram fechados por conta de um feriado.

 

Assim, o dia pode começar bem para Ibovespa, câmbio e juros: o exterior opera em tom positivo e os ruídos locais parecem estar sob controle, após a demissão do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, dois dias atrás. O incidente ainda repercute no noticiário: segundo o jornal O Globo, que cita fontes a par do assunto, a equipe econômica teme que a demissão de Cintra seja um indício do afastamento do presidente Jair Bolsonaro do compromisso com o ajuste fiscal e as reformas. Um dos destaques do dia é a publicação, nos EUA, dos dados de vendas do varejo de agosto, além dos índices de confiança do consumidor, sentimento e atividade da Universidade de Michigan. No noticiário, destaca-se a notícia de que o Orçamento Federal de 2020 pode começar com um alívio de R$202,6 bilhões entre redução de despesas, aumento de receitas e diminuição da dívida pública, caso o Congresso aprove uma proposta que aciona mais rapidamente medidas de contenção dos gastos já previstos na Constituição.

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