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Mercados atentos a falas de Guedes, Trump e Liu em Davos; no radar, vírus, minério, bancos e dólar

Postado por: TC Mover em 21/01/2020 às 9:36

Nova Iorque volta de feriado e, apesar de alguns resultados trimestrais importantes, como os da IBM e da Netflix, não há nada no horizonte, entre dados e eventos, que possa mexer significativamente com o sentimento lá fora. Com a agenda econômica e corporativa relativamente esvaziada na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, as atenções se centram nas falas do presidente americano Donald Trump, o vice-premiê chinês Liu He e o ministro da Economia Paulo Guedes, que devem transcorrer entre as 05h00 e 10h30, horário de Brasília. O que o mercado quer ouvir? Que as duas maiores economias do mundo estão a caminho de se acertarem, de que vão cooperar com uma agenda mais sustentável e que, no caso de Guedes, os ruídos políticos não deverão afetar a agenda reformista-liberal no país. Mais cedo, o Banco do Japão manteve sua taxa básica de juros em -0,10% e elevou a projeção de crescimento do PIB do país para 0,90% em 2020. A postura da política monetária continuará sendo de apoio ao crescimento, mas há menos riscos externos, aparentemente, impactando o cenário, disse o presidente da instituição, Haruhiko Kuroda, em coletiva.

 

 

De acordo com a nossa editora Ana Carolina Siedschlag, fique de olho na reunião do Conselho de Governo entre o presidente Jair Bolsonaro, ministros e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Quem estiver interessado na China, preste atenção no noticiário sobre a epidemia respiratória que afeta a parte central do país e que fez sua quarta vítima hoje; também é de interesse a situação do minério, que subiu levemente no mercado futuro após a sinalização da BHP Billiton de aumentar a oferta da commodity. No campo local, o desempenho das ações dos bancos e do dólar serão destaques no pregão. Hoje, no segundo dia do Fórum Econômico de Davos, é a estreia do ministro Guedes: às 05h30, ele participou de debate sobre o futuro do setor industrial. Ele disse que o Brasil perdeu o bonde da globalização em anos recentes, segundo o relato de um par de fontes que estiveram no evento. Às 10h30, ele participa, ao lado do presidente do Equador, Lenin Moreno, e de outros convidados, do debate “Perspectivas para a América Latina”. Depois, o ministro terá um dia cheio, com reuniões bilaterais com executivos da Chevron, UBS, Itaú Unibanco, Microsoft, Visa, CPPIB, e Arcelor Mittal.

 

 

Após o fechamento do pregão de ontem, Cyrela, Even e RNI Negócios Imobiliários divulgaram suas prévias operacionais do quarto trimestre e confirmam o bom ano para o setor. A Cyrela lançou 27 empreendimentos no quarto trimestre, recuou de 11,7% na base anual, mas com aumento de 35% no ano. As vendas cresceram 20% no ano, apesar de as vendas líquidas trimestrais terem caído 15,5%. Os lançamentos imobiliários da Even cresceram 25,1% na base anual e as vendas líquidas 73,5%. Os distratos caíram de R$125 milhões para R$70 milhões na base anual. Para a RNI, os distratos caíram 41%. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos, 2019 foi um ano difícil para o setor, com crescimento de apenas 0,69%. Setores como maquiagem e produtos de alisamento e encrespamento de cabelos caíram 10% nos três primeiros trimestres. Para os executivos do setor, fatores como a falta de crescimento da massa salarial e o índice de desemprego pesam para o desempenho. Em 2020, o setor espera crescimento de 1,5%. Ontem, a Cia Hering divulgou queda de 5,2% do faturamento bruto no quarto trimestre na comparação anual, por conta da ressaca da Black Friday”.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Vitor Azevedo | Foto: Guedes em Davos –  Alan Santos/Agência Brasil)

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