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Mercados assumem postura defensiva com exterior tenso

Postado por: TC Mover em 22/01/2019 às 10:03

Os mercados futuros de câmbio, juros e renda variável mostravam uma postura defensiva nesta terça-feira, refletindo os temores com uma piora na desaceleração global, incertezas crescentes com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia e à espera do discurso do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

 

 

O futuro do índice Bovespa abriu com forte pressão de queda e, às 09h40, recuava 0,72% a 95.900 pontos, com volume pouco expressivo. Já o dólar futuro reduzia sua alta ante o real, e operava a R$3,7610, avanço de 0,13%; os juros futuros oscilavam forte no começo do pregão, mas mostravam viés de queda, com o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2021 cedendo 4 pontos-base a 7,31%.

 

 

O humor local refletia o exterior tenso, em dia de retorno da bolsa de Nova Iorque – fechada ontem por conta de um feriado. “Os ativos de risco estão abrindo o dia hoje em tom mais negativo … acredito que os desafios estruturais continuam e os vetores mais positivos de curto prazo possam ter já sido precificados nos ativos de risco,” diz Dan Kawa, estrategista-chefe da TAG Investimentos. Os futuros dos índices Dow Jones Industrials e S&P500 recuavam 0,80% e 0,84%, respectivamente, enquanto o índice de volatilidade VIX subia 5% para uma leitura perto de 19 – patamar “perto da média histórica, mas elevado para os padrões do pós-crise de 2008”, disse Kawa.

 

 

Para Christian Laubenhaimer, da Platinum Investimentos, com o ambiente externo na Europa e nos Estados Unidos se mostrando pesado, poderemos sentir alguma pressão no mercado. Um trader sediado em São Paulo vê um processo de leve realização de lucros, na ausência de não fluxos externos positivos e aumento nas alocações dos investidores domésticos.

 

 

O investidor precisa ficar atento não só ao discurso de Bolsonaro, que deve se centrar na importância da reforma da Previdência, mas também nas reuniões que o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá no Fórum. Ontem, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse que a proposta de reforma deverá ser apresentada pelo governo só depois das eleições da Câmara e do Senado, enquanto o mercado comemorou matéria da Bloomberg News sugerindo que as Forças Armadas aceitariam regras mais duras para as aposentadorias dos militares.

 

O episódio envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente, ainda não deve atrapalhar a negociação da reforma no Congresso e o governo está fazendo o correto em tentar manter os problemas do senador longe do Planalto. O petróleo, que cai nos mercados internacionais, pode impactar também a percepção de risco no mercado brasileiro, disseram as fontes.

 

 

(Foto: Bolsonaro em Davos/Alan Santos/PR)

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