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Mercados acionam cautela antes de resolução de impeachment de Trup; RTI, Caged, CPMF no radar

Postado por: TC Mover em 19/12/2019 às 9:12

Os mercados acionários ao redor do mundo começam a quinta-feira em tom moderado, com as bolsas europeias e os futuros americanos levemente em queda à espera de decisões de juros na Europa e da repercussão do prosseguimento na Câmara dos Estados Unidos do pedido de impeachment contra o presidente Donald Trump. No panorama local, o mercado acionário deve voltar a concentrar suas atenções nos indicadores econômicos, com destaque para o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e a divulgação de dados de emprego do Caged. O relatório do BC, conhecido como RTI, apontou que, mesmo após a recente aceleração do IPCA, as medidas de inflação subjacente estão em níveis confortáveis, e que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Do lado político, as investigações envolvendo o filho de Jair Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, em desvios de recursos, criam um desgaste político a mais para o governo.

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na noite de ontem que a política fiscal do governo está dando espaço para que a taxa básica de juros Selic seja empurrada para baixo, mas que é “o Banco Central quem decide”. Em entrevista ao vivo à GloboNews, Guedes afirmou que, com as políticas do governo, o desemprego no país vai seguir desabando. Questionado sobre uma possível ampliação do Bolsa Família, ele respondeu que “vem coisa boa e potente por aí”, sem dar muitos detalhes. O nosso editor sênior, Angelo Pavini, chama atenção para as falas de ontem de Guedes, durante coletiva de imprensa do Ministério da Economia, sobre a temida CPMF: de acordo com o ministro, o antigo imposto sobre transações é “maldito” e não deve ter lugar no governo Bolsonaro. No entanto, o ministro também destacou que o governo precisará angariar uma maneira de bancar a desoneração da folha de pagamento, o que poderia acontecer via um novo tipo de imposto.

 

A Petrobras anunciou ontem à noite que a parceira com a chinesa CNPC para a conclusão da refinaria do Comperj foi encerrada por não haver atratividade econômica na construção. O negócio estratégico da estatal com a chinesa também compreendia participação de 20% da CNPC nas concessões do campo de Marlim. O conselho de administração da Petrobras solicitou levantamento de alternativas para a área da refinaria. Entre as opções, estão a integração com a refinaria de Duque de Caxias, a REDUC, e a construção de uma termelétrica, em parceria com outros investidores, utilizando gás natural do pré-sal. A estatal também fez outros dois anúncios ontem, no final do pregão: o pagamento de R$2,35 bilhões em juros sobre capital próprio em 7 de fevereiro, a R$0,42 por ação preferencial, e a adesão ao programa de remissão parcial do ICMS em seis estados, que devem gerar um desconto de 70% em débitos de R$3,6 bilhões.

 

(Por: Ana Carolina Siedschlag, com colaboração de Angelo Pavini e Vitor Azevedo || Foto: Banco Central – Agência Brasil)

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