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Mercado volta a olhar para Previdência após Fed ‘paciente’; Vale ainda é foco

Postado por: TC Mover em 31/01/2019 às 8:47

A um dia da volta do Congresso à vida normal, depois de meses gastos em eleições, pautas-bomba e recesso de final de ano, o investidor volta o foco das suas atenções à reforma da Previdência, que cada vez toma mais a forma que o mercado quer. Principal pauta do governo do presidente Jair Bolsonaro, a reforma tem ganhado mais adeptos entre os governos estaduais e os congressistas – que veem nela uma forma efetiva de capturar os benefícios de uma economia mais dinâmica e contas públicas mais saudáveis. O projeto, que está sendo ajustado e deve ser levado à Câmara em meados de fevereiro, demandará de todos os segmentos da sociedade – incluindo os militares – algum sacrifício, e por ordem de Bolsonaro.

 

Mundo afora, o clima é de alívio e de apetite por risco após o PMI da China vir acima do esperado na madrugada e o Federal Reserve sinalizar uma pausa mais longa na política de aperto monetário nos Estados Unidos. Tudo o que o mercado gosta está subindo hoje, na Ásia e na Europa. De fato, as ações europeias caminham para seu melhor mês em três anos. Os futuros dos índices americanos estão andando de lado, mas podem se recuperar ao longo do pregão caso as notícias sobre o encontro comercial EUA-China sejam positivas. Também fique de olho na repercussão dos números do PIB da Zona do Euro.

 

Hoje teremos mais um leilão de linha do Banco Central, em meio à possível pressão pela fixação da Ptax do mês no pregão de hoje. A bolsa deve reagir ao Fed mais paciente e às boas novas em relação à Previdência. Hoje os resultados do Bradesco vieram acima do consenso, mas o mercado deve investigar o real sentido das metas operacionais para o ano, que na nossa avaliação trazem à tona um sentimento misto para o ano.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os mercados globais operam com forte viés de alta nesta quinta-feira, seguindo a decisão do Fed de assumir uma postura mais flexível para os próximos passos, em sintonia com as perspectivas de economia mundial mais fraca. A declaração de Powell de que a autarquia terá mais “paciência” para decidir sobre os próximos passos da política monetária americana ajuda a impulsionar o sentimento de menos austeridade econômica ao redor do mundo ao longo deste ano.

 

Os índices asiáticos fecharam em forte alta, com destaque para Hong Kong e Tóquio, seguindo a disparada das bolsas americanas no final do pregão de ontem. A aversão ao risco perde tração no mundo inteiro hoje, com o índice do medo, o VIX, em queda, o rendimento dos títulos da dívida americana de dez anos caindo para o menor patamar em mais de três semanas e o contrato do ouro interrompendo a trajetória de alta dos últimos dias.

 

As bolsas europeias acompanhavam o comportamento, mesmo com o imbróglio da negociação do Brexit ainda em pauta – a União Europeia insiste que o acordo do Brexit negociado com a primeira-ministra Theresa May no ano passado não será revisado, mesmo após ter sido rejeitado pela maioria do Parlamento britânico. Os dados da economia da Zona do Euro para o quarto trimestre vieram em linha com o consenso. Fique de olho em mais indicadores da economia americana, que podem fortalecer a posição guiado por dados do Fed.

 

Principais notícias corporativas

 

Bradesco: As metas operacionais do ano do Bradesco foram divulgadas hoje. O banco espera crescimento da carteira expandida de 9% a 13% no ano; no ano passado, o indicador aumentou 7,8%.

 

Bradesco: A margem financeira do Bradesco, que engloba as receitas com crédito e tesouraria, deve avançar de 4% a 8%, enquanto as receitas de prestação de serviços podem crescer de 3% a 7% – uma meta baixa, considerando as dos anos anteriores, segundo contribuidores TC.

 

Petrobras: Petrobras fez pagamento de 80% da multa acordada com o departamento de justiça dos EUA, no valor de US$682 milhões.

 

Petrobras: A Petrobras informou que fechou acordo para a venda da refinaria de Pasadena, no Texas, para a americana Chevron em uma transação de US$562 milhões, sendo US$350 milhões pelo valor das ações e US$212 milhões de capital de giro.

 

Petrobras: A Petrobras comunicou que suas reservas provadas atingiram 11,957 bilhões de barris de óleo equivalente ao fim de 2018, ante 12,415 bilhões de boe em 2017.

 

Vale: A Vale adiou a divulgação do relatório de produção do 4T para 26 de março e do balanço trimestral para 27 de março. As mudanças se devem ao foco da companhia nas ações de suporte aos atingidos pelo acidente em Brumadinho, segundo a mineradora.

 

Porto Seguro: Conselho da Porto Seguro aprova programa de recompra de até 5 milhões de ações ordinárias

 

Sanepar: Conselho da Sanepar elege Abel Demetrio como CFO e diretor de relações com investidores.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

09h00 Taxa de desemprego mensal (dezembro)

10h30 Balanço mensal do setor público consolidado (dezembro)

10h30 Dívida bruta e líquida do governo (dezembro)

 

Indicadores internacionais

05h00 Alemanha – Vendas no varejo mensal (dezembro); consenso 0,30%

05h00 Alemanha – Vendas no varejo anual (dezembro)

06h55 Alemanha – Variação no desemprego (janeiro); consenso -10 mil

06h55 Alemanha – Taxa de desemprego (janeiro); consenso 5%

08h00 UE – PIB sequencial Zona do Euro (4T)

08h00 UE – PIB anual Zona do Euro (4T)

11h30 EUA – Índice PCE mensal cheio (dezembro)

11h30 EUA – Núcleo do PCE mensal (dezembro)

11h30 EUA – Pedidos seguro-desemprego (semanal)

11h30 EUA – Gastos pessoal mensal (dezembro); consenso 0,30%

17h00 EUA – PMI Chicago (janeiro); consenso 62,5

21h30 Japão – Taxa de desemprego (dezembro); consenso 2,4%

23h00 China – PMI Caixin manufatura (janeiro); consenso 49,3

 

Resultados trimestrais

A.A. Bradesco; consenso R$5,5 bi

A.A. Amazon; consenso US$5,62/s

A.A. General Electric; consenso US$0,19/s

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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