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Exterior em tom defensivo; Bolsonaro e Guedes fazem reuniões em Davos

Postado por: TC Mover em 23/01/2019 às 7:51

A aversão ao risco continua alta nos mercados globais. As bolsas europeias e os futuros dos índices acionários americanos recuavam nesta quarta-feira – refletindo o avanço morno nas conversas comerciais entre a China e os Estados Unidos, a paralisação do governo americano e os temores de uma desaceleração mundial. Um dia após a estreia do Brasil no Fórum Econômico de Davos, o investidor tem um noticiário robusto sobre a reforma da Previdência para avaliar. Ontem, o discurso curto do presidente Jair Bolsonaro não mencionou explicitamente o tópico, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, passou quase 90 minutos de um evento promovido pelo banco Itaú explicando o ajuste fiscal. Segundo ele, haverá consenso no Congresso para a aprovação de um ajuste forte na aposentadoria – deixando os investidores animados com o cenário.

 

 

O recado de Bolsonaro em Davos foi claro: ele ressaltou a importância da estabilidade das finanças públicas, do equilíbrio entre o meio ambiente e o desenvolvimento e da restauração da segurança como ferramentas para atrair novos investimentos de todas partes do mundo. Hoje, ele se reúne com o primeiro-ministro da Itália e com o presidente da Suíça e participa de alguns painéis variados. Já Guedes tem uma agenda lotada de compromissos com dirigentes da Organização Mundial do Comércio, a OMC, e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, além de representantes de várias indústrias estrangeiras, de energia ao transporte.

 

 

O dia deve ser recheado de manchetes e falas de Bolsonaro e Guedes; fique ligado em sinalizações mais concretas sobre a reforma – Bolsonaro supostamente recebeu a proposta final de sua equipe econômica neste sábado. Antes, dados do IPCA-15, às 09h00 de Brasília, devem dar sinais de como a inflação começou 2019, com consenso de alta de 0,33% na base mensal.

 

 

Ontem, a curva de juros passou o dia operando com volatilidade, tanto à espera de declarações do governo sobre as reformas como olhando para maiores sinalizações do Banco Central de que mais cortes na taxa básica poderiam estar a caminho. Uma coluna do Valor Econômico de hoje questiona até que ponto a declaração do presidente do BC, Ilan Goldfajn, de ontem, de que a política monetária continua em terreno estimulativo, ainda se aplica.

 

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

O mercado continua no modo defensivo, refletindo temores em relação às negociações China-EUA, da paralisação do governo americano e dos temores de uma desaceleração mundial. Mas, pelo menos, a alta do dólar americano de dias recentes está dando uma pausa hoje – o que pode reavivar o apetite por risco. Veremos.

 

O iene cedeu terreno ante o dólar após o Banco do Japão cortar a perspectiva de inflação. Já o índice pan-europeu Stoxx600 caiu pelo terceiro dia, puxado pelas ações de tecnologia e pelo Deutsche Bank, que segundo a Bloomberg News, está sob investigação do Federal Reserve americano em conexão com o escândalo de lavagem de dinheiro de um banco dinamarquês. Na Ásia, o pregão foi misto, combinando altas com quedas que refletiram mais padrões técnicos e assuntos regionais do que tendências macro, diz um trader sediado em Hong Kong.

 

Também, tanto os rendimentos dos Treasuries americanos quanto o dólar dos EUA pararam de subir; a moeda americana subiu por seis pregões seguidos. Alguns comentários e fatos ajudaram a mudar a tendência: por um lado, a fala de assessores do presidente americano Donald Trump de que as negociações com a China estão em um momento crítico; o desfecho, amanhã, de uma iniciativa no Senado dos EUA para reabrir o governo; e a expectativa de melhores resultados corporativos para o quarto trimestre: hoje tem balanços de Ford e de United Technologies.

 

O petróleo subia hoje, o iuan teve ganhos após medidas de estímulo na China e a libra esterlina se estabilizou na expectativa de um consenso dentro do Parlamento britânico para atrasar o Brexit.

 

Principais notícias corporativas

 

Eztec: A Eztec registrou vendas líquidas de R$285 milhões no quarto trimestre, uma alta de 180% na base anual. Os lançamentos totalizaram R$518 milhões no período. Para 2019, a incorporadora de imóveis prevê lançar entre R$1 bilhão e R$1,5 bilhão.

 

Helbor: A Helbor apresentou em sua prévia operacional um total de vendas contratadas de R$293,5 milhões no quarto trimestre, queda de 13,9% na base anual. Os lançamentos somaram R$157,5 milhões no período, redução de 61,3% na mesma comparação.

 

GM: SP estuda socorrer GM com antecipação de crédito de ICMS, diz Meirelles (Folha)

 

Frigoríficos: Câmara Árabe-Brasileira diz que decisão de descredenciar frigoríficos foi técnica (Estado)

 

Frigoríficos: BRF e JBS mantém exportação para Arábia Saudita por plantas frigoríficas (Exame)

 

BTG Pactual: Disputa entre XP e BTG chega ao Cade (Valor)

 

Sabesp: Venda da Sabesp pode equilibrar contas de SP (Valor)

 

GM: Governo de SP estuda socorrer GM com antecipação de crédito de ICMS (Valor)

 

Carrefour: Vendas globais do Carrefour sobem com ajuda do Brasil (Valor)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S (até 21 de janeiro) – FGV

08h00 Sondagem da indústria (janeiro) – FGV

09h00 IPCA-15 mensal (janeiro); consenso 0,33%

09h00 IPCA-15 anual (janeiro); consenso 3,81%

09h30 Taxa de desemprego – Caged

12h30 Fluxo cambial estrangeiro

 

Indicadores internacionais

N.D. Japão: Decisão da taxa de juros; consenso -0,10%

10h00 EUA: pedidos de hipotecas MBA semanal

13h00 Zona do Euro: Confiança do consumidor; consenso -6,5

18h00 Argentina: Vendas no varejo anual

19h30 EUA: Estoques de petróleo bruto semanal – API

22h30 Japão: PMI industrial (janeiro)

 

Resultados corporativos

D.F. Banco Inter

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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