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Mercado tem dia volátil à espera de mais definições sobre Previdência; exterior dá suporte

Postado por: TC Mover em 21/05/2019 às 10:38

Os juros futuros operavam sem direção definida e a bolsa subia na manhã desta terça-feira, com o câmbio agindo como a válvula de escape do investidor local, refletindo a cautela com o cenário político ainda indefinido quanto à reforma da Previdência e a pauta do governo no Congresso.

 

O investidor põe no radar a partir de hoje o andamento das discussões sobre a reforma na comissão especial da Câmara, em meio ao crescente ruído sobre a articulação do governo na Casa e o desejo de parte do Parlamento de assumir maior protagonismo na condução da pauta econômica. O mercado, que está lentamente tomando mais risco, pode assumir posições mais defensivas dependendo do tom dos pronunciamentos de membros do Executivo e de parlamentares quanto às pautas, que incluem também as reformas administrativa e a tributária, disseram contribuidores TC.

 

A percepção de melhora no sentimento de mercado global dá um suporte ao mercado brasileiro após a decisão do governo dos Estados Unidos de relaxar, por três meses, as restrições comerciais impostas à companhia chinesa Huawei. No entanto, o sinal de trégua na retórica cada vez mais agressiva entre chineses e americanos não empolga nem as bolsas europeias nem as de Nova Iorque, que mostram altas moderadas.

 

BOLSA: O Ibovespa avança 0,33% a 92.250 pontos, após ter iniciado o pregão no vermelho e, pouco depois, ter atingido máxima do dia, em alta de quase 0,7%. Volatilidade deve marcar o dia na B3, com investidores de olho no noticiário político e sinais de arrefecimento ou acirramento das tensões comerciais EUA-China, disseram traders. O volume projetado para o pregão é de R$9 bilhões, abaixo da média do ano. Na ponta de alta, o destaque é Ambev ON, que sobe 0,74%, além de Banco do Brasil e Petrobras PN, que avançam 1,7% e 0,7%, respectivamente, com temores menores quanto à reforma. Hoje, Safra iniciou cobertura das ações da Petrobras com recomendação de compra, enquanto o BTG Pactual e o próprio Safra elevaram os preços-alvo para o banco estatal.

 

CÂMBIO: Às 10h25, o dólar futuro acelerava alta ante o real brasileiro na B3, com alta de 0,35% a R$4,1150, parte por conta da fortaleza da moeda americana no exterior e as incertezas sobre a aprovação da reforma administrativa e da tramitação da Previdência. O mercado fica de olho no leilão de linha que o Banco Central deverá fazer pouco depois do meio-dia. Serão ofertados até 5.050 contratos de swap cambial e até US$1,25 bilhão em oferta de linha com recompra.

 

JUROS: A curva de juros, que começou o dia sem direção definida, operava majoritariamente em alta na medida em que o dólar futuro subia. O contrato do DI para janeiro próximo subia 1 ponto-base a 6,44%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2025 avançava 2 pontos-base a 8,79%. O investidor monitora Congresso, Previdência e exterior para ver se enxuga ou demanda mais prêmio de risco na curva, disseram contribuidores TC.

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