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Mercado reticente sobre acordo EUA-China, feriado parcial nos EUA limitam ganhos; disputa comercial segue no radar

Postado por: TC Mover em 14/10/2019 às 18:37

Os mercados americanos devem retomar os negócios com mais vigor na terça-feira depois do feriado de Descobrimento da América. Apesar de as bolsas terem funcionado hoje, o volume foi menor, pois o mercado de renda fixa ficou suspenso e muitos investidores emendaram o fim de semana. Ainda com volume baixo, o mercado americano repercutiu negativamente as declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, de que, se as negociações com a China não avançarem, o aumento de tarifas sobre US$160 bilhões em produtos importados da China marcado para dezembro será mantido.

 

Na manhã de hoje, uma matéria da Bloomberg News disse, citando fontes, que a China quer novas conversas no final deste mês para acertar os detalhes da primeira fase do acordo apresentado por Trump, o que havia desanimado os investidores. Temor de mais complicações nas negociações entre americanos e chineses deve persistir na sessão de amanhã. Na esteira da cautela, os principais índices americanos, S&P500 e Dow Jones Industrials, fecharam em queda de 0,14% e 0,11%, respectivamente.

 

No Brasil, novos desdobramentos da crise entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL, também podem influenciar os negócios. Segundo matéria do Globo, o presidente indicou, no sábado, que existe possibilidade de saída. A principal preocupação do mercado acerca do vaivém de Bolsonaro está na Reforma da Previdência – que já era dada como, praticamente, aprovada pelo Senado – e as Reformas seguintes prometidas pelo governo, como a Administrativa e o Pacto Federativo.

 

O Ibovespa se sustentou em território positivo pela quarta sessão consecutiva, apesar das quedas em Nova Iorque, e fechou em alta de 0,45% a 104.301 pontos, o maior patamar de outubro. O dólar futuro fechou em alta de 0,45%, a R$4,130, refletindo cautela com o acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Os dados fracos do IBC-Br divulgados hoje, que funcionam como uma prévia do PIB brasileiro, reforçaram as expectativas por mais cortes de juros. Os juros fecharam em direções opostas, com o vencimento para janeiro próximo a 4,915%, uma queda de 0,3 ponto-base.

 

A agenda da terça-feira esvaziada para indicadores locais leva o foco do investidor ao Congresso: o Senado deve iniciar as discussões sobre o projeto de lei que define regras de distribuição dos recursos do leilão de sobras do pré-sal. O início da votação do segundo turno da Reforma da Previdência no Senado, marcada para o dia 22, depende dessa votação. No exterior, o Japão informa dados de produção industrial; e os EUA comunicam dados de atividade industrial.

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