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Mercado procura direção após Copom, reforma dos militares; juros oscilam

Postado por: TC News em 21/03/2019 às 9:33

Os mercados brasileiro de renda fixa, câmbio e bolsa iniciaram a quinta-feira em tom de cautela e com pronunciada volatilidade após a equipe do presidente Jair Bolsonaro apresentar uma proposta da reforma da Previdência para os militares que contraria o discurso de igualdade de tratamento entre os diferentes grupos que entrarão na nova regra do benefício e o Banco Central sinalizar a manutenção da taxa básica de juros Selic estável no curto prazo.

 

O dia deve ser marcado pela volatilidade dos ativos enquanto os investidores avaliam as consequências das concessões de Bolsonaro aos militares. O receio é que outras categorias também façam exigências parecidas, o que poderia atrasar, e até minguar, as negociações da reforma da Previdência no Congresso. Agora há pouco, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse a jornalistas que se o governo não passar o projeto este ano, não conseguirá fazê-lo em 2020 por ser ano eleitoral.

 

O contrato do DI com vencimento para 2021 caía oito pontos-base para 6,820%, enquanto o contrato para janeiro próximo operava abaixo dos 6,340%, indicações de que o mercado brasileiro vê espaço para uma redução forte da taxa Selic em 2019. Ontem, o tom do comunicado divulgado pelo BC foi de paciência e análise dos dados e andamento das reformas antes de recalibrar a política monetária no curto prazo – com muito mais calma do que o mercado tem.

 

O futuro do índice Bovespa aponta para abertura em queda de 0,10%, enquanto o dólar futuro negocia em alta de 0,44%, a R$3,793 – em linha com a tendência do exterior, mas com desempenho pior do que pares como o peso mexicano e o rand sul-africano. Já a curva de juros cai em bloco, com as pontas curta e média, principalmente, ainda repercutindo as decisões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve americano de ontem. Ambas as autarquias decidiram manter inalteradas as taxas-base de seus respectivos países, mas com portas abertas para possíveis novos cortes ainda este ano.

 

(Foto: Rodrigo Maia – Lula Marques/Agência PT )

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