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Mercado oscila à espera de decisões de juros nos EUA e no Brasil; cautela deve dominar pregão

Postado por: TC News em 18/09/2019 às 9:07

Os ativos de risco operam próximos da estabilidade na manhã desta quarta-feira, à espera dos anúncios de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, assim como do segundo dia de atuações do Federal Reserve para acrescentar a liquidez no mercado interbancário americano. Os rendimentos dos títulos da dívida soberana dos países desenvolvidos recuam, com exceção da Alemanha, enquanto as bolsas europeias e os índices dos futuros em Wall Street não conseguiam firmar tendência hoje e o dólar americano se fortalecia. Em três sessões, o rendimento dos Treasuries de dez anos já recuou mais de 20 pontos-base, para 1,77% – sinal de cautela global na esteira da disparada do petróleo por conta dos atentados à infraestrutura petroleira saudita, no fim de semana, e da fragilidade do sentimento global.
O cenário base para a reunião de juros de hoje do Fed é de um corte de 25 pontos-base e uma indicação de que a autarquia está pronta para implementar ações adicionais caso necessário. A decisão em relação à taxa Fed Funds, que deverá sair por volta das 15h00, horário de Brasília, tende a impactar os ativos em Nova Iorque e em São Paulo. O consenso espera uma redução de 25 pontos-base, para 2,00%. Na antessala da decisão, teremos a possível intervenção do Fed de Nova Iorque no mercado interbancário americano: ontem, mais de US$50 bilhões foram injetados, para dar liquidez e ajudar as instituições com menos acesso a capital, que pagavam taxas de até 8% para acessar linhas de financiamento de curtíssimo prazo.

Já no Brasil, a recente alta do petróleo não deve ser um obstáculo para que o comitê de política monetária do Banco Central, o Copom, reduza novamente a taxa básica de juros Selic, segundo economistas consultados pela TC Mover. A decisão será anunciada pouco depois das 18h00. Após o corte de meio ponto percentual para 6% ao ano no final de julho, o consenso é de uma redução da mesma magnitude, para 5,5% ao ano – atingindo nova mínima histórica. Na agenda de hoje, além das decisões de política monetária aqui e nos EUA, o Japão também divulgará, por volta da meia noite, sua decisão sobre a taxa básica de juros. A FGV divulgou dados de inflação pelo IGP-M do segundo decêndio de setembro, mostrando deflação abaixo do esperado. O Banco Central informa o fluxo cambial semanal, às 14h30.

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