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Mercado inverte e passa a cair enquanto digere Nova Previdência

Postado por: TC Mover em 20/02/2019 às 12:59

Após o entusiasmo do início do pregão, o mercado mudou de tendência e passou a digerir os pontos detalhados por técnicos do governo para a proposta da intitulada Nova Previdência, enviada ao Congresso hoje e que prevê uma economia de R$1,17 trilhão em dez anos.

 

Analistas dizem que o texto veio dentro do esperado pelo mercado, agradando em pontos até mais rigorosos que o previsto inicialmente. No entanto, alguns operadores disseram à TC News que o pregão promete volatilidade, com o mercado se ajustando ao texto que agora passará pelo crivo das comissões do Congresso, podendo sofrer mudanças nesse processo.

 

A bolsa chegou a se aproximar da máxima histórica intradiária de 98.600 pontos, com o dólar recuando e ameaçando furar os R$3,70 antes de súbita inversão de rumo, perto da abertura das bolsas americanas. Por volta de 11h45, o índice Bovespa recuava 0,53% a 97.144 pontos, pressionado por baixas de Petrobras e Vale. O dólar futuro subia 0,15% a R$3,730, enquanto os juros futuros alternavam o rumo e voltavam a incrementar prêmios de risco, com o contrato para janeiro 2025 avançando 2 pontos-base para 8,67%.

 

Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae, observa que “a bolsa já precificou essa proposta, já vem precificando e chegou até aqui por causa dessa precificação. Agora, se a aprovação falhar, aí sim veremos uma queda de até 30%”.

 

Flávio Serrano, economista-chefe Haitong, destaca que o desafio é “conseguir uma aprovação o mais próximo possível da proposta, porque cada coisa que se mexe, em termos de idade mínima, principalmente, afeta muito a economia dos próximos dez anos”.

 

No exterior, as bolsas americanas migravam para o campo negativo após abertura próxima à estabilidade, com o mercado atento à divulgação da ata do Federal Reserve, às 16h00, horário de Brasília. O investidor tem motivos para acreditar que o Fed vai dar uma pausa no ciclo de altas da taxa-alvo de juros dos EUA por um bom tempo, na esteira dos recentes dados econômicos desfavoráveis e da perda de tração na atividade e nos lucros corporativos. Mesmo assim, a incerteza em relação ao que o banco central americano fará com os US$4 trilhões em títulos de dívida no seu balanço deve mexer com a curiosidade do mercado durante a tarde.

 

(Foto: prédio da Previdência/Marcelo Elias/Gazeta do Povo)

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