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Mercado ignora Fed e pânico com coronavírus leva bolsas ao pior dia desde 1987; no radar Fomc, Copom e juros

Postado por: TC Mover em 12/03/2020 às 18:41

Os mercados financeiros tiveram hoje um dos piores dias da história, com o pânico em torno da pandemia de coronavírus tomando conta dos investidores e provocando as maiores perdas dos mercados de ações desde o “crash” da bolsa americana de 1987, quando o índice Dow Jones Industrials caiu 22%. O Dow tocou os 10% de queda, enquanto as ações na Europa perderam 11%, no pior pregão da história. As perdas do Dow superaram até mesmo a crise mundial dos empréstimos subprime de 2008.

 

O Ibovespa chegou bem perto de cair 20%, depois de duas interrupções aos 10% e aos 15% de perda, e foi salvo do terceiro circuit breaker do dia pelo gongo, ou melhor, pelo anúncio do Federal Reserve no início da tarde. O banco central americano, que já havia cortado os juros em 0,5 ponto na semana passada, ressuscitou hoje o programa de recompra de títulos, públicos e privados, o Quantitative Easing, usado para salvar o sistema financeiro durante a crise de 2008. Com isso, o Ibovespa reduziu as perdas para cerca de 15%, mas o Dow e o S&P500, não.

 

A disparada dos juros longos provocou perdas expressivas para vários fundos e obrigou o Tesouro Nacional a anunciar leilões de recompra de títulos para acalmar os mercados, em atuação conjunta com o Banco Central. Para amanhã, com a agenda econômica fraca, as atenções vão continuar concentradas nas medidas de estímulo dos bancos centrais e dos governos, sem garantias de que elas terão efeito diante do pânico com o coronavírus, que coloca em risco não só a atividade, mas a vida de parte da população mundial.

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