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Mercado foca na ‘DR’ entre os poderes após manifestações; humor azeda mundo afora com maior aversão ao risco

Postado por: TC Mover em 28/05/2019 às 8:49

As manifestações de domingo tiveram uma repercussão maior do que muitos políticos e parte da mídia imaginavam. Depois de serem amplamente comentadas, atacadas, elogiadas e analisadas, as marchas pacíficas em mais de 150 cidades brasileiras forçaram os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a “discutir a relação”. As manifestações em prol do presidente Jair Bolsonaro surpreenderam, não só pela adesão com que ocorreram, mas pelas pautas que defenderam: Reforma da Previdência, Reforma Administrativa, reformas, reformas, reformas. O que será discutido hoje, em café da manhã entre Bolsonaro e os presidentes do Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli, e os da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, é se e como as manifestações vão impactar a agenda econômica e política daqui para frente.

 

Com os mercados de Londres e de Nova Iorque de volta após o feriado de ontem, e com eles, a liquidez, o investidor mede a temperatura política local – que deve continuar elevada – ao longo desta semana. Depois de perder, na semana passada, a votação da Medida Provisória 870 na Câmara que remetia o Conselho de Controle de Atividades Financeiras ao Ministério da Justiça, Bolsonaro e seu governo vivem o paradoxo de que é melhor engolir essa derrota para que a Reforma Administrativa ande. Na Câmara, a Reforma da Previdência continua sendo objeto de audiências públicas e, na ausência de novidades ou bombas, relatores e líderes prometem que o cronograma será cumprido. Que uma coisa fique clara: o sucesso das manifestações não deu automaticamente o segredo do cofre da articulação política ao governo Bolsonaro. Fortaleceu o presidente? Sim. Mas, parlamentar não vai trabalhar perenemente sob pressão.

 

Há ainda a expectativa de um novo protesto nacional contra os cortes na educação, agendado para esta quinta-feira, em que também saberemos os dados do PIB do primeiro trimestre. Difícil o presidente se desassociar dos dois eventos e ainda mais difícil os parlamentares não darem o troco – ou seja, que eles não usem as manifestações em prol da educação como uma forma de mostrar para Bolsonaro como o apoio das ruas pode ser tão volátil. Deputados e senadores estão sob pressão das ruas, disso ninguém tem dúvida. O presidente também. Assim, fique de olho no noticiário ao redor do café da manhã entre os donos do poder, a partir das 08h00, e da enxurrada de reuniões que Bolsonaro terá com parlamentares, ministros e líderes empresariais. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também deve se reunir com Maia – possivelmente para tratar da Nova Previdência e da Reforma Tributária.

 

Por último, fixe olhos e ouvidos na sessão plenária do Senado de hoje à noite, que deve discutir e votar a medida provisória da Reforma Administrativa – que elimina quase uma dezena de ministérios. Se não for aprovada até o dia 3 de junho, a estrutura do Executivo voltará à formação anterior. A Câmara também precisa votar seis medidas provisórias nesta semana, entre elas a do Saneamento Básico, ressuscitada pela ação de alguns governadores. Já entre os indicadores, o Tesouro Nacional deve divulgar o estoque de dívida mobiliária do governo federal, enquanto na Europa e nos EUA teremos indicadores de confiança de consumidores e empresas. Fique de olho também no noticiário sobre a guerra comercial em dia em que ações europeias e futuros das bolsas americanas se firmam no vermelho.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

 

O rendimento dos títulos de dívida do governo americano de dez anos atingiu seu menor patamar em 18 meses nesta terça-feira, com investidores temerosos das crescentes tensões comerciais e geopolíticas, assim como uma fadiga no crescimento econômico nos Estados Unidos, e outros apostando na redução da taxa  básica de juros na maior economia do planeta.

 

Bolsas: Os futuros de índices acionários americanos S&P500 e Dow Jones Industrials caíam 0,30% e 0,17%, respectivamente, enquanto o índice pan-europeu Stoxx600 recuava 0,42% – mostrando cautela nesses mercados na volta do feriado. O índice de volatilidade VIX sobe 6,62%. O índice Nikkei 225 e Xangai Composto fecharam em alta de 0,37% e 0,61%, com a expectativa de que, após quatro dias de visita de Trump ao Japão, um novo acordo comercial entre as duas nações seja fechado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Principais notícias corporativas

 

 

Petrobras I: A Petrobras disse que ainda não foi intimada sobre a decisão do STF em suspender a venda da TAG e afirmou que irá avaliar.

 

Petrobras II: Crise da Pemex e da PDVSA favorece estatal brasileira (Valor)

 

Ômega: A Ômega Energia informou que concluiu emissão de debêntures no valor de R$810 milhões.

 

Notre Dame: A Notre Dame Intermédica divulgou a compra de 100% da operadora Belo Dente Odontologia, em Belo Horizonte.

 

Cemig: Fundos geridos pelo Itaú reduziram fatia na ação ON da Cemig para 4,375% do total em circulação.

 

Vale: O Ministério Público manteve a suspensão da mina de Brucutu, com suspeitas de problemas relacionados à barragem a montante.

 

Carrefour Brasil: O Carrefour e a Magazine Luiza firmaram parceria por seis meses para desenvolverem novo modelo de negócio, no qual a varejista de eletroeletrônicos venderá produtos nas lojas da supermercadista.

 

Braskem: Braskem finaliza acordo de leniência com a CGU e a AGU e vai pagar mais R$410 milhões (Reuters)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

10h00 Total da dívida federal (abril) – MinEconomia

 

Indicadores internacionais

06h00 UE – Confiança do consumidor (maio)

06h00 UE – Confiança industrial (maio)

06h00 UE – Confiança de empresas e consumidores

06h00 UE – Confiança nos serviços (maio)

06h00 UE – Expectativa de inflação ao consumidor (maio)

10h00 EUA – Preços de imóveis anual (março) – Standard & Poor’s

11h00 EUA – Confiança do consumidor (maio)

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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