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Mercado espera posicionamento de Trump após ataques iranianos; no radar, petróleo, Petrobras e Boeing

Postado por: TC Mover em 08/01/2020 às 9:09

Os mercados na Ásia e na Europa e os futuros dos mercados americanos operavam em clima de espera pelas declarações do presidente Donald Trump aos ataques iranianos às bases americanas no Iraque, na madrugada desta quarta-feira. Os 15 mísseis foram a resposta do Irã ao ataque americano que matou seu principal líder militar, Qasem Soleimani, no fim da semana passada. Autoridades iranianas falam em 80 “terroristas americanos” mortos, o que não foi confirmado pelos Estados Unidos. Dependendo da resposta de Trump, o conflito pode ganhar escala, pressionando os preços do petróleo ainda mais diante do risco de desestabilização política da região e de propagação do conflito para outros países onde o Irã tem grupos aliados – a Petrobras e outras petroleiras suspenderam a navegação pelo estreito de Ormuz, na região. O Irã prometeu represálias a Israel e aos Emirados Árabes Unidos, aliados americanos, dependendo da resposta aos ataques.

 

Em tempo, um avião da Boeing caiu no aeroporto de Teerã hoje cedo e as autoridades iranianas declararam que não devem entregar as caixas pretas da aeronave à empresa – há relatos de que ela teria sido abatida por um míssil. Ainda na região, um tremor de terra de 4,9 pontos foi registrado próximo a uma planta nuclear iraniana, mas agências internacionais apontam causas naturais. A reação dos mercados aos ataque iranianos foi imediata, com forte alta dos preços do petróleo, de mais de 4%, para US$65 o barril do tipo WTI, e a disparada do ouro, que atingiu US$1.608 a onça-troy para fevereiro, ou 2,1%, o maior nível em seis anos. As bolsas na Ásia abriram em queda, com o índice Nikkei perdendo mais de 2%, e os mercados futuros dos índices americanos em forte baixa, 1,5% para o Dow Jones, 1,7% para o S&P500 e 1,9% para o Nasdaq.

 

A Natura retificou ontem a quantidade de ações emitidas para a incorporação. O número correto foi de 321,8 milhões, e não 326,1 milhões, como divulgado anteriormente. Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, a Anima Educação contratou o Bradesco BBI e o JPMorgan para coordenarem uma oferta subsequente de ações que movimentará cerca de R$1 bilhão, utilizados no crescimento e na expansão da companhia. No ano passado, a Anima conclui a aquisição da Unisul e da UniAges, como parte desse processo de expansão. Segundo o Valor Econômico, que ouviu fontes, a Vinci Partners e o Burger King Brasil têm interesse em adquirir a rede Outback no Brasil. Segundo o Valor Econômico, que ouviu fontes, a Caixa Econômica Federal contratou bancos para realizar o que será o primeiro IPO do governo Bolsonaro. Morgan Stanley, Credit Suisse, Bank of America e Itaú BBA compõem o grupo de instituições que coordenarão a oferta, que deve ser da ordem de R$15 bilhões, globalmente.

 

(Por: Ana Carolina Siedschlag, Angelo Pavini e Vitor Azevedo || Foto: Míssil – US Air Force)

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