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Mercado espera pelo Fed com otimismo cauteloso; Previdência ganha fôlego

Postado por: TC Mover em 19/12/2018 às 8:29

Após mais um dia de queda dos mercados globais, a quarta-feira começa com relativa calma à espera da decisão de juros do Federal Reserve, o banco central do Estados Unidos, no final da tarde. A apreensão do mercado está focada no recado que o presidente da autarquia, Jerome Powell, dará após críticas vindas de todos os lados sobre o ciclo de alta de juros do país, incluindo apelos públicos do presidente americano, Donald Trump, para que o Fed “não cometa mais um erro”. Fique de olho nas falas e demais desdobramentos a partir das 17h00, horário de Brasília.

 

Por aqui, notícias rondando a reforma da Previdência podem ajudar a impulsionar o humor do índice Bovespa, que permanece preso ao redor do patamar dos 87.000 pontos. Há matérias na mídia brasileira especulando que o time do presidente eleito, Jair Bolsonaro, estaria finalmente cedendo para usar a proposta da administração Michel Temer para a reforma previdenciária, com possíveis ajustes via emendas. A reação positiva não deve ser ainda o suficiente para aliviar os temores com o futuro do ajuste fiscal.

 

O investidor brasileiro também precisa manter um olho aberto para os preços das commodities no exterior. Ontem, os contratos do petróleo negociados em Londres e em Nova Iorque despencaram, com sinais de que os principais produtores do mundo não estão diminuindo a produção. Em consequência, os papéis da Petrobras perderam mais de 3% ontem, também à espera de notícias referentes às medidas fiscais que possam alavancar o mercado brasileiro.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

— Bolsas, moedas e títulos de dívida ao redor do mundo operavam majoritariamente no azul à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve de hoje, no fim da tarde. A última reunião do FOMC, o comitê de política monetária dos Estados Unidos, acontece em meio a um surto de volatilidade não visto em meses. contra o pano de fundo da recente volatilidade. Entre as commodities, o destaque continua sendo o petróleo, que ensaia uma leve recuperação.

 

— Na Europa, o índice referência Stoxx600 subia após quatro dias de quedas, apesar do recuo nas ações de tecnologia. Os futuros do índice S&P500 apontavam para abertura em alta, após o forte tombo de ontem – que teve como pano de fundo a atividade fraca da Fedex por conta das disputas comerciais nos países desenvolvidos. As bolsas e as moedas asiáticas fecharam sem direção, refletindo a preocupação em torno da decisão do Fed e da estreia decepcionante da unidade de telecomunicações do fundo japonês SoftBank.

 

— Com o banco central americano a caminho de anunciar sua quarta alta de juros do ano e uma possível mudança no cenário de aperto para o ano seguinte, os preços dos Treasuries americanos mantinham os ganhos. Já o dólar recuava contra a maioria de seus principais pares e dos emergentes – com expectativa de uma mensagem mais dócil do Fed hoje. A decisão será seguida por uma coletiva de imprensa com o presidente da autarquia, Jerome Powell. Amanhã será a vez do Banco do Japão e do Banco da Inglaterra de decidir o que fazer com os juros.

 

Principais notícias corporativas


— Embraer: A companhia assinou um contrato de US$243 milhões com a Air Kiribati para um pedido firme para dois jatos E190-E2 e direitos de compra para duas aeronaves do mesmo modelo. O acordo será computado na carteira de pedidos da empresa do quarto trimestre.

 

— BTG Pactual: Confirmada a briga pelo mercado de investimentos para pessoa física entre as gigantes BTG Pactual e XP Investimentos. Liminar da Justiça impede o banco de abordar os agentes autônomos da XP, após recentes deserções.

 

— Oi: Segundo a Broadcast, a Oi poderá ter de pagar um pedágio de US$45 milhões para obter os R$4 bilhões em capital novo que está levantando no momento, caso a Lei das Teles não passar no Congresso antes de junho.

 

— Smiles: O conselho da companhia aprovou juros sobre capital próprio de R$0,147759102 por ação, com pagamento em 15 de janeiro.

 

— Weg: O conselho da Weg declarou juros sobre capital próprio de R$0,051411765 por ação, com pagamento em 13 de março.

 

— CPFL Energia: A elétrica informou que André Dorf renunciou ao cargo de diretor de presidente e deixará a empresa em 31 de janeiro. Para substituí-lo, o conselho elegeu Gustavo Estrella, que atualmente é CFO e diretor de RI da empresa.

 

— Petrobras: a petroleira e a força tarefa da operação Lava Jato moveram uma ação civil pública por improbidade administrativa pedindo o ressarcimento de R$ 3 bilhões contra o PSB e o MDB, além das empresas Queiroz Galvão e a Vital Engenharia Ambiental.

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Monitor do PIB – FGV

12h30 Fluxo cambial semanal – BC

 

Indicadores internacionais

05h00 Alemanha: IPP mensal (novembro); consenso -0,10%

07h30 Reino Unido: IPC mensal (novembro); consenso 0,2%

07h30 Reino Unido: IPC-núcleo anual (novembro); consenso 1,80%

07h30 Reino Unido: IPP produtos acabados mensal (novembro); consenso -0,1%

07h30 Reino Unido: Índice de preços no varejo mensal (novembro); consenso 0,10%

11h30 EUA: Saldo em conta corrente (3T)

13h00 EUA: Vendas de casas existentes (novembro); consenso 5,20 mi

13h30 EUA: Estoques de petróleo bruto (semanal); consenso -2,990 mi

17h00 Argentina: Balança comercial (novembro)

17h00 EUA: Decisão taxa FOMC – Federal Reserve; consenso 2,25%-2,50%

17h00 EUA: Taxa de juros sobre reservas em excesso; consenso 2,50%

 

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