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Mercado ensaia recuperação à espera de estímulos; investidor deve manter a cautela em semana agitada

Postado por: TC Mover em 02/03/2020 às 9:09

As ações na Ásia e na Europa, assim como os futuros dos índices acionários americanos avançam timidamente nesta segunda-feira, primeiro pregão do mês, refletindo inusitada esperança com aparentes sinais de apoio por parte dos bancos centrais. Na madrugada, o Banco do Japão prometeu fornecer mais liquidez, enquanto o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou, na sexta-feira, que a autoridade monetária dos Estados Unidos está preparada para agir apropriadamente – leia-se, cortar as taxas de juros – se necessário. O mercado mostra comportamento altista mesmo com uma bateria de indicadores de atividade fracos, alguns deles vindos da China: os dados na noite de sexta-feira e de ontem mostraram que a economia do país sofreu bem mais do que o esperado com as paralisações e as quarentenas geradas pela epidemia de coronavírus. Para um gestor sediado em Hong Kong, o quadro técnico tinha ficado excessivamente pressionado, abrindo espaço para alguma recuperação, que deve ser breve, pontual e pouco sólida.

 

Por isso, o investidor precisa se preparar para mais uma corrida arrepiante ao longo desta semana, que trará as carteiras recomendadas do mês e os PMIs das maiores economias do mundo hoje, além de dados do PIB brasileiro de 2019, o Livro Bege do Fed, o relatório Payroll de fevereiro, balanços e reuniões de política monetária na Austrália, Malásia, Polônia e Canadá. Hoje, o Banco da Inglaterra prometeu que avaliará medidas para proteger a estabilidade econômica e a liquidez. Como disse Carvalho, ganha também força a narrativa de uma ação coordenada entre as autoridades das maiores economias do mundo. Bruno Le Maire, o ministro de Finanças da França, já disse que haverá uma “iniciativa concertada” do grupo dos sete maiores países, o chamado G7, para limitar o impacto do vírus na economia e no comércio. Representantes desses países devem fazer uma teleconferência ainda esta semana. O crescimento global cairá para níveis não vistos em 11 anos, disse hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE.

 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a renúncia de Ivan Monteiro do cargo de presidente do conselho de administração da IRB Brasil se deu por desavenças ligadas à falta de apoio em realizar mudanças na companhia. A resseguradora teria pedido a Monteiro para adiar a saída por conta da polêmica com a gestora Squadra, que contesta a contabilidade da companhia. A saída de Monteiro foi negada na quinta após notícia divulgá-la, mas, na sexta, foi anunciada pela empresa. A CVC Brasil informou à CVM na sexta-feira à noite que, em meio a preparação de demonstrações financeiras de 2019, achou possíveis erros na contabilização entre os valores provisionados aos fornecedores de serviços turísticos e os efetivamente transferidos, e pode ter impacto de até R$250 milhões na receita líquida de vendas da companhia, 4% do que foi divulgado até o terceiro trimestre. Segundo a companhia, os ajustes não terão impacto na geração e nos saldos de caixa reportados e será realizada uma apuração independente.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Bárbara Leite e Vitor Azevedo || Arte: Nathália Reiter – TC Mover)

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