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Mercado em queda com votação de Orçamento impositivo; juros disparam

Postado por: TC Mover em 27/03/2019 às 10:00

Os futuros nos mercados de renda variável, câmbio e juros apontam a abertura negativa após a votação na Câmara dos Deputados de ontem à noite que tirou o controle do governo federal sobre o Orçamento, o que está sendo considerado por investidores e boa parte da mídia brasileira como uma derrota do governo Jair Bolsonaro e sinal de uma piora para as chances de aprovação da reforma da Previdência.

 

O futuro do índice Bovespa apontava para abertura em queda de 0,87%, pouco acima dos 94.000 pontos, enquanto o dólar futuro disparava 0,93%, acima dos R$3,912. Logo no início do pregão, a moeda chegou a avançar mais de 1,2%, a R$3,927 na máxima, também impulsionada pelo desempenho ruim de outras moedas no exterior, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

 

Já os juros brasileiros avançavam com força, principalmente nas pontas média e longa da curva, com receios de que a votação de ontem no Congresso possa ser um indicativo do posicionamento da maioria dos parlamentares da Casa em relação à condução política do time de Bolsonaro – antecipando um resultado ruim para a reforma da Previdência, caso ela fosse pautada hoje. O projeto tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça e, segundo o presidente do grupo de trabalho, deputado Felipe Francischini, do PSL, deve ser votada somente no dia 17 de abril.

 

Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve participar de uma sessão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para tratar do tema, um dia após desistir de conversar com deputados na CCJ, sem dar maiores explicações. O investidor deve ficar de olho em falas, tanto dele como de outros membros do governo Bolsonaro, que possam indicar alguma diretriz de como o governo pretende conduzir essa negociação com os parlamentares.

 

Para Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG Investimentos, no Rio de Janeiro, o mercado deve continuar operando com volatilidade e apreensão até que o horizonte da reforma esteja menos nebuloso: “É evidente que estamos em um novo momento político do país. É natural termos volatilidade e incerteza. Só precisamos ter a exata noção e entendimento do que está ocorrendo em termos políticos, pois pode ser um ponto de inflexão importante nesta frente”.

 

Os ativos de risco no exterior mantém viés positivo nesta manhã, com os futuros dos índices referência das bolsas em Nova Iorque apresentando leves altas, assim como uma queda nos rendimentos dos Treasuries americanos e do dólar americano.

 

(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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