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Mercado despenca antes da volta do feriado chinês, Copom; coronavírus interrompe quatro meses de altas na bolsa

Postado por: TC Mover em 31/01/2020 às 19:32

Janeiro termina com as bolsas caindo e fevereiro começa com o investidor na defensiva, à espera da volta do feriado de Ano Novo Lunar e da evolução do surto de coronavírus na China, que se espalha rapidamente por mais países e força governos e companhias a fechar fronteiras ou reduzir a circulação de bens e pessoas. Em Nova Iorque, rumores de que um caso suspeito de coronavírus teria sido confirmado aceleraram as quedas. Assim, o investidor em ações aperta o botão de venda antes do fim de semana e tenta ficar o menos exposto possível ao risco, diante da incerteza quanto à rapidez de difusão do vírus com entidades públicas e privadas voltando às atividades depois da parada de final de ano no país asiático. “No curto prazo, a principal incerteza que enfrentamos é o ritmo em que o surto pode ser contido”, disse Irene Feng, economista do Credit Suisse.

 

Tanto o índice referência da Bolsa de Valores de São Paulo, quanto os índices Dow Jones e S&P500, em Nova Iorque, acumularam queda mensal pela primeira vez em meses. No caso do Ibovespa, o medo venceu o otimismo e o índice encerrou a sequência de quatro meses seguidos de altas mais forte desde o começo de 2007. A bolsa brasileira perdeu de todas as aplicações no mês: do dólar, do CDI, da poupança, e especialmente do ouro, porto seguro nos momentos de turbulência. Na semana que vem, teremos decisão de juros no Brasil, com as apostas tendendo para um último corte do ciclo, o início da temporada de balanços do quarto trimestre no país e PMIs nas maiores economias do planeta. Há muito que planejar, assim, “se prepare, porque o fim de semana será longo”, diz o membro experiente do TC e trader Rafael Ferri.

 

Além de Bradesco, a temporada de balanços da semana terá ainda Porto Seguro na segunda-feira, Banco Inter e BR Properties na quarta, Banco ABC Brasil, Klabin e Lojas Renner na quinta e Alpargatas na sexta-feira. No mercado de dólar futuro, a moeda americana atingiu a cotação máxima de R$4,296, fechando em R$4,288, o maior nível desde setembro de 2018, em alta de 0,93%. As projeções de juros futuros também subiram, e o contato para janeiro de 2021 terminou o dia projetando 4,375% ao ano, alta de 1,5 ponto base, e o contrato para janeiro de 2022, 5,00%, alta de 3 pontos base.

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