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Mercado de olho nos dados do payroll americano em dia tenso

Postado por: TC Mover em 08/03/2019 às 9:39

Por: Ana Siedschlag, editora TC News

 

O governo dos EUA divulga hoje os dados de emprego de fevereiro no relatório conhecido como payroll, que mede o número total de postos de trabalho criados em todos os setores da economia americana, excluindo os empregos públicos, os trabalhadores autônomos e rurais e de organizações sem fins lucrativos.

 

O dia ainda promete mais volatilidade com os dados, que podem trazer mais pistas sobre o desempenho da economia dos EUA – que cresce de forma sólida, mas tem mostrado sinais de fadiga em meio à guerra comercial com a China, o ciclo de lata de juros empreendido pelo Federal Reserve e o cenário de desaquecimento econômico global. A expectativa é que tenham sido criados aproximadamente 181 mil novos postos de trabalho no país no mês passado, abaixo dos 304 mil de janeiro.

 

Ontem, as falas do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, chamando atenção para a fraqueza da economia europeia já ajudaram a puxar as bolsas ao redor do mundo para o negativo. Hoje, os dados da balança comercial chinesa, com queda de 20,7% nas exportações de fevereiro, terminaram por derrubar a maioria dos índices. A cautela tomou conta dos mercados após uma entrevista do The Wall Street Journal com o embaixador americano em Pequim, divulgada na madrugada de hoje, que joga um balde de água na esperança de que um possível acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo esteja na iminência de ser concluído.

 

O contrato futuro do índice Dow Jones Industrials aponta para abertura em queda da ordem de 0,40%. Fique de olho também na variação do ganho médio por hora trabalhada e no salário médio dos trabalhadores americanos, que podem impactar a curva dos rendimentos dos Treasuries, nos preços das ações e no próprio dólar americano – além de imprimir mais volatilidade a um pregão que começou tenso no mundo inteiro.

 

“O principal risco para os mercados tem relação à leitura de que um crescimento salarial mais forte que o esperado pode gerar receios com pressão inflacionária e alterar a perspectiva de manutenção da taxa de juros americana, gerando volatilidade nos mercados de ações,” diz a XP Investimentos em relatório hoje.

 

(Foto: Notas de dólar)

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