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Mercado corrige excessos após recordes; bolsa cai e dólar sobe

Postado por: TC Mover em 11/01/2019 às 13:44

Os mercados registravam variações negativas nesta sexta-feira, sentindo o movimento de realização de lucros ao término de uma semana positiva para as bolsas. O Ibovespa acusava o golpe e recuava, mesmo em pregão agitado no cenário corporativo, enquanto o dólar subia, depois de alternar altas e baixas, oscilando entre R$3,732 e R$3,696. A subida da moeda americana contaminava os juros futuros, que passavam a apontar para cima.

 

Por volta de 12h50, o índice Bovespa operava com desvalorização de 0,34%, aos 93.486 pontos, depois de renovar sua máxima histórica de fechamento pela sexta vez no ano na quinta-feira. Petrobras PN, Gerdau PN e Vale ON pressionavam o índice, em pregão de ajustes para baixo também no exterior, com baixa de mais de 1% nos preços do petróleo.

 

Os índices de ações americanos iniciaram a sessão em baixa, em Nova Iorque, interrompendo a série de cinco altas consecutivas. Dow Jones Industrials e S&P 500 perdiam em torno de 0,50% em meio às preocupações sobre a paralisação parcial do governo dos EUA e aquelas relacionadas à atividade econômica na China.

 

“O cenário base é um pouco corretivo, nada excepcional, mas saudável dentro deste movimento de alta que estamos vendo”, observa Christian Lupinacci, analista da Empiricus e contribuidor TC. Na semana, o Ibovespa acumula saldo de 1,74% e, em 2019, 6,32%.

 

Na contramão da bolsa, as ações ON da Ambev exibiam ganhos de 1,36% em reflexo da informação de que a Anheuser-Busch InBev estuda a abertura de capital, IPO – oferta pública inicial de ações – de suas operações asiáticas, dizem traders.

 

Já Embraer se destacava com elevação de 3,24% diante do aval dado pelo governo Jair Bolsonaro à associação entre a fabricante brasileira de aeronaves e a Boeing, o que traz alívio após as dúvidas recentes que haviam sido levantados pelo presidente.

 

 

Já o dólar futuro negociado na B3 tinha valorização de 0,38%, a R$3,729, influenciando no aumento de prêmios de risco nos juros futuros. Durante a manhã, a curva de vencimentos reagia em queda frente à inflação medida pelo IPCA, que fechou em 3,75% em 2018, número bem abaixo do centro da meta, de 4,5%. O dólar mais caro eleva a expectativa de avanço no nível geral de preços em função do efeito sobre os produtos importados.

 

“Apesar do recente fortalecimento da moeda brasileira, o cenário internacional ainda segue trazendo volatilidade para o câmbio, principalmente devido à grande expectativa referente à trajetória da política monetária dos Estados Unidos”, avalia Jerson Sanlorenzi, chefe da mesa de ações e derivativos do BTG Pactual Digital.

 

(Foto: Wall Street/Bolsa NY)

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