Mercado alivia com acerto entre partidos nos EUA, China-Trump
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Mercado alivia com acerto entre partidos nos EUA, China-Trump; ata do Copom no radar

Postado por: TC News em 12/02/2019 às 8:43

Os mercados globais comemoram hoje o que parece ser o primeiro passo para evitar uma paralisação parcial do governo dos Estados Unidos a partir de sábado: na madrugada de hoje, lideranças dos Partidos Republicano e Democrata chegaram a um acerto preliminar para aprovar o financiamento de parte do muro na fronteira com o México – promessa de campanha da administração Donald Trump. O valor orçado é inferior ao que Trump deseja, mas um avanço é um avanço e o mercado sabe disso bem.

 

Hoje teremos, no exterior, alguns dados econômicos nos EUA, além de estoques de petróleo e dados da Opep. Os discursos de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, assim como de outros membros do comitê de política monetária do banco central americano, devem ser monitorados com cuidado. No Brasil, fique de olho na saúde do presidente Jair Bolsonaro, que pode ter alta ao longo desta semana – acelerando o processo de revisão e discussão da reforma da Previdência. Hoje o Congresso se reúne para decidir o comando das comissões gerais, o que pode também dar uma ideia de como está se organizando o Parlamento antes da discussão da reforma.

 

Divulgada há pouco, a última ata do Copom com Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central deixou seu sucessor, Roberto Campos Neto preparado para assumir a condução da autarquia sem ficar amarrado a nenhuma sinalização. Goldfajn, que por quase três anos trabalhou para deixar os juros básicos no menor patamar possível e por um tempo razoável, deixa uma mensagem de “missão cumprida”. Na ata, o BC manteve sua visão de que o cenário para a inflação continua tranquilo, porém com viés de alta; que sem reformas, esse cenário pode mudar para pior; e de que a aparente pausa no aperto monetário do Fed pode aliviar um pouco o balanço de riscos aqui.

 


Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

 

Os mercados na Ásia e na Europa repercutiam positivamente a notícia de um acerto preliminar nos EUA para evitar outra paralisação parcial do governo federal, enquanto cresce o otimismo quanto à rodada de negociações comerciais e um possível encontro entre Trump e Xi nas próximas semanas.

 

Em uma clara amostra de menor aversão ao risco na manhã desta terça-feira, os rendimentos dos Treasuries americanos tiveram sua maior alta em mais de uma semana, enquanto o dólar americano operava estável ante seus pares depois de mais de dez altas seguidas. As ações de companhias industriais lideravam o avanço no índice pan-europeu Stoxx600, enquanto os contratos futuros do Dow Jones Industrials, do Nasdaq e do S&P 500 apontavam para uma abertura em alta.

 

Já o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, disparou hoje, mesmo após o Banco do Japão ter reduzido as compras de títulos de longo prazo pela primeira vez desde julho e a divulgação de resultados da Nissan abaixo do consenso. Ao longo desta semana, teremos a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Cisco, da Nvidia, da Coca-Cola e do banco Credit Suisse.

 

Principais notícias corporativas

 

Vale: Vale pode ser alvo da primeira CPI do governo Bolsonaro, segundo a Exame. A expectativa é que a comissão seja instaurada ainda nesta semana. Arthur Virgílio teme que CPI desvie o foco da reforma da Previdência.

 

BB Seguridade: A BB Seguridade divulgou um lucro líquido ajustado de R$840 milhões no quarto trimestre, uma redução de 10,7% na comparação anual.

 

BB Seguridade II: A BB Seguridade apresentou suas projeções para 2019, estimando um crescimento entre 5% e 10% no lucro líquido ajustado.

 

Comgás: A Comgás publicou um lucro líquido normalizado de R$918 milhões referente ao quarto trimestre, um salto expressivo ante os R$207,6 milhões de igual período em 2017.

 

São Martinho: A empresa sucroalcooleira São Martinho registrou um lucro líquido de R$65,9 milhões no terceiro trimestre de 2019 – encerrado em dezembro –, o que representa um declínio de 60,9% na base anual.

 

Tenda: A Tenda divulgou seu guidance para 2019, prevendo vendas líquidas entre R$ 1,95 bilhão e R$2,15 bilhão, com margem bruta ajustada de 34% a 36%.

 

Tenda II: A Tenda comunicou que seu Conselho de Administração aprovou a convocação de assembleia para deliberar o desdobramento da totalidade de ações, na proporção de 1 para 2 ações, sem alterar o valor do capital social.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

09h00 Levantamento da produção agrícola (janeiro) – IBGE

 

Indicadores internacionais

N.D. China – Investimento estrangeiro direto

11h00 EUA – Índice Redbook mensal

13h00 EUA – Oferta de emprego JOLTs (dezembro)

17h00 EUA – Balanço orçamentário federal (dezembro)

19h00 EUA – Estoques de petróleo bruto API

 

Resultados trimestrais

A.A. Banrisul

D.F. Indústrias Romi

D.F. Cosan Logística

D.F. Biosev

 

Teleconferências de resultados

10h00 BB Seguridade

15h00 São Martinho

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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