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Mercado abre em tom positivo com ‘Dia D’ da reforma da Previdência

Postado por: TC Mover em 20/02/2019 às 9:22

Os contratos futuros nos mercados de câmbio, renda fixa e renda variável mostravam desempenho positivo na abertura da bolsa desta nesta quarta-feira, refletindo a expectativa pela entrega da proposta da reforma da Previdência à Câmara dos Deputados em dia de exterior relativamente bem-humorado e agenda fraca de divulgações.

 

O futuro do índice Ibovespa acelerava alta para 0,45% às 09h05, enquanto o dólar futuro oscilava entre o azul e o vermelho nos primeiros minutos do pregão. Parte do comportamento do câmbio futuro se devia à oscilação do dólar americano nos mercados internacionais. Já os juros futuros recuavam em bloco, mas mostravam tendência de potencial reversão antes da apresentação do projeto de reforma, que deve começar por volta das 09h30 em Brasília. O otimismo com o desfecho da guerra comercial EUA-China e a apresentação da reforma ao Congresso brasileiro fizeram com que o ETF que replica o índice brasileiro na bolsa de Tóquio, conhecido como Next, disparasse quase 1,4% hoje.

 

A aversão ao risco global começava a ganhar tração, apesar da indicação do presidente americano, Donald Trump, de que o prazo final para as negociações entre os Estados Unidos e a China, em 1º de março, pode ser prorrogado até que ambos os países cheguem a um novo acordo comercial. A ata do Federal Reserve, às 16h00, deve reforçar a mensagem de “paciência” na condução da política monetária e trazer mais detalhes sobre o programa de normalização do balanço da autarquia neste ano. Hoje o petróleo, que recua nos mercados internacionais, pode reagir às divulgações dos estoques de petróleo do API, após o fechamento.

 

Para um gestor sediado em Londres, a incógnita que deve pairar no mercado local é se a euforia recente com o tom do projeto “se sustentará, com cada vez mais interrogantes em relação à articulação, a construção da base de apoio do governo e as possíveis trapalhadas na equipe do presidente no Planalto.” Para o gestor, que pediu anonimato, “o exterior só deve trazer mais incerteza ao longo do dia.”

 

A mídia brasileira destacava que ontem o governo sofreu a primeira derrota na Casa, com a rejeição do decreto assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão que dava poder a funcionários comissionados e de segundo escalão o para impor sigilo a documentos públicos. O clima da votação mostra uma aparente dificuldade de construir uma base no Congresso após a demissão de Gustavo Bebianno – visto como um articulador no Congresso – do cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.

 

(Foto: Plenário da Câmara – Câmara/Divulgação)

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