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Medo do coronavírus se aprofunda e bolsas desabam; fique de olho no IPCA, BCE, Produção industrial

Postado por: TC Mover em 06/03/2020 às 19:01

A aversão ao risco nos mercados financeiros voltou a disparar hoje com os sinais de que a epidemia de coronavírus caminha para se tornar uma pandemia, o que levaria a um impacto mais profundo do que o previsto na economia global. Diante das chances cada vez maiores de recessão mundial, as bolsas de valores fecharam com perdas. O movimento de fuga do risco se acentuou com os investidores correndo para ativos mais seguros, como ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos, temendo por mais más notícias durante o fim de semana.

 

O rendimento dos Treasuries de 10 anos atingiu a mínima histórica de 0,663% ao ano, um sinal de forte procura pelos papéis em uma semana marcada pelo crescimento dos casos de coronavírus em diversos países, inclusive no Brasil, atingindo 101.782 contaminados e 3.460 mortes em todo o mundo. As commodities, por sua vez, despencaram diante de um cenário de queda de atividade que fatalmente reduzirá o apetite por matérias-primas, o que fez o petróleo perder mais de 10%, movimento acentuado pelo fracasso da reunião da Opep em tentar reduzir a produção mundial.

 

No Brasil, a crise externa amplifica o receio com a fraqueza da retomada econômica e cria dúvidas sobre as estratégias do Banco Central, que está sendo pressionado pelo mercado para também cortar os juros, como fez o Federal Reserve na terça-feira, para estimular a atividade. O BC brasileiro tem sua margem de manobra limitada, porém, pelo dólar, que dispara diante da expectativa de queda do diferencial de juros local e aumenta o risco de alta inflação e ameaça o futuro da Selic baixa.

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