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Maia alivia mercado após atacar adiamento da reforma; incerteza com Petrobras pode pesar

Postado por: TC Mover em 16/04/2019 às 10:34

Com o exterior majoritariamente ameno, os mercados locais de câmbio, renda fixa e de ações mostram desempenho misto após a votação do parecer para a proposta da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ficar para semana que vem, e na esteira de preocupações com a ingerência do governo do presidente Jair Bolsonaro na política de preços da Petrobras.

 

A lista de eventos para se ocupar ao longo do pregão é longa, começando com o anúncio das medidas para o setor de transporte rodoviário, desenho da área política do governo para evitar uma possível greve dos caminhoneiros. Temores levaram a Petrobras a adiar, na quinta-feira passada, o aumento de 5,7% no preço do óleo diesel – agitando de novas dúvidas de intervencionismo do governo na política de reajustes de combustíveis da companhia, o que rendeu mais de R$85 bilhões em prejuízos entre 2011 e 2014.

 

Os mercados globais mostravam desempenho positivo hoje, mesmo com um início de temporada de resultados trimestrais nos Estados Unidos abaixo das expectativas.

 

BOLSA: O índice Bovespa abriu em alta de 0,04% a 93.110 pontos, refletindo comentários do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que sugeriram uma repreensão aos deputados após adiarem a votação do parecer da reforma na CCJ para semana que vem. Maia disse que seria “razoável” se o parecer fosse votado hoje e defendeu que a comissão debatesse o assunto até a madrugada. As ações dos bancos recuavam com as notícias sobre a reforma. A Petrobras deve continuar o foco das atenções até haver uma definição quanto à alta do diesel. Uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo disse hoje que várias medidas cogitadas tirariam autonomia ou flexibilidade da companhia em relação a eventuais reajustes de preço. O papel PN da estatal recuava 0,8% a R$25,73.

 

CÂMBIO: O dólar futuro subia 0,5% a R$3,89450, em linha com o avanço da moeda americana nos mercados internacionais. O desconforto com o adiamento da reforma, a produção industrial fraca nos Estados Unidos e a expectativa com o crescimento do PIB da China podem manter o câmbio pressionado ao longo do pregão, disseram operadores.

 

JUROS: O mercado de juros fica de olho nas discussões sobre a reforma da Previdência na CCJ e a reação do colegiado aos pedidos de Maia por maior celeridade. Hoje, o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2021 abriu em alta de 5 pontos-base, a 7,12%. Os prazos curtos sentem a alta do dólar americano no mundo, enquanto os mais longos refletem as incertezas relacionadas ao cenário político conturbado no país.

 

EUA: Os futuros dos índices acionários americanos avançavam, enquanto o principal índice pan-europeu subia pelo quinto dia consecutivo, refletindo uma leitura otimista quanto os resultados trimestrais dos bancos americanos. A volatilidade medida pelo índice VIX recuava 2,2%, sinalizando um apetite maior por risco; no pré-market, o ETF iShares MSCI Emerging Markets subia 0,45%, enquanto o ETF brasileiro recuava 0,62%.

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