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Lagarde estreia no comando do BCE; no radar, Copom, Trump, S&P, Brexit e Lei do Saneamento

Postado por: TC Mover em 12/12/2019 às 9:09

Após a Super-quarta ter sido dentro do esperado, com o Banco Central do Brasil cortando juros e o Federal Reserve entrando em modo pausa, os ativos de risco abrem na quinta-feira no azul, à espera da repercussão da decisão de juros do Banco Central Europeu, com Christine Lagarde no comando pela primeira vez, e da possível decisão dos Estados Unidos em relação às sobretaxas de importação sobre US$160 bilhões em produtos vindos da China. Não seria exagero dizer que o investidor intui que não haverá assinatura de acordo algum, mas não espera que as tarifas sejam implementadas – não neste momento, pelo menos. Assim, o sentimento deve se mostrar frágil, elevando a probabilidade de ter surtos de incerteza e volatilidade ao longo do pregão. O mercado local deve continuar na busca de novas máximas na bolsa e de novas mínimas no dólar caso o exterior continue tranquilo, disseram membros experientes do TC.

 

Para nossos editores Angelo Pavini e Ana Carolina Siedschlag, o dia será de reação a uma miríade de eventos: as decisões de juros de ontem, que incluem as do BCE, Suíça e Turquia. O Banco Nacional da Suíça manteve os juros inalterados em -0,75%. Hoje, está acontecendo a eleição geral no Reino Unido e o cenário, salvo uma surpresa, deve se tornar mais previsível. Mesmo assim, a libra esterlina recua ante o dólar americano. O investidor deve reagir positivamente à decisão da agência de classificação de risco Standard and Poor’s de elevar a perspectiva da nota de crédito do Brasil de neutro para positivo. Para a agência, o governo do presidente Jair Bolsonaro “continua a implementar medidas de consolidação fiscal destinadas a reduzir o ainda grande déficit fiscal”. Essa notícia é especialmente positiva para a dinâmica de mercado antes do final do ano.

 

A Petrobras, em meio ao seu processo de desinvestimento, pretende vender sua participação em distribuidoras estaduais de gás natural no segundo semestre de 2020. Segundo o jornal Valor Econômico, a companhia pode vender a Gaspetro, distribuidora do Rio de Janeiro da qual tem controle com 51% do capital, através de um IPO. A estatal iniciou ontem o processo de oferta de seus 10% restantes na TAG. Também segundo o Valor, a JBS paralisará 11 frigoríficos durante 15 dias neste final de ano para equilibrar os preços para os produtores brasileiros; após a alta de novembro, o preço do boi gordo caiu e as contas dos frigoríficos que concentram vendas no mercado interno não fecham. O GPA voltará em 2020, depois dois anos, a abrir supermercados novos da bandeira Pão de Açúcar. A diretoria do grupo afirmou ao Valor Econômico que a companhia irá investir também no seu marketplace e na expansão da marca Assaí para fora do Brasil.

 

(Foto: Christine Lagarde – Rifondazione Comunista)

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