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Itaú derruba bolsa, que segue acima dos 98 mil pontos

Postado por: TC Mover em 05/02/2019 às 18:39

A bolsa repetiu o script dos últimos dias. O ímpeto comprador do investidor ganhou força na reta final dos negócios e puxou o Ibovespa. Mas a queda das ações de Itaú e Vale, detentoras de grande peso na composição do índice, evitou novo recorde da bolsa. No fim do dia, o Ibovespa fechou em baixa de 0,28% a 98.311 pontos, com volume financeiro superior a R$13 bilhões. Do discurso para o papel até a aprovação pelo Congresso, a reforma da Previdência exercerá influência relevante nos preços dos ativos brasileiros ao longo de 2019. O pregão desta terça-feira é um bom exemplo.

 

Depois das declarações do vice-presidente Hamilton Mourão e do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante a manhã, que evidenciaram ruídos dentro do governo entre uma versão mais light e uma mais hard da reforma, o mercado viu razões para dar uma pausa no rali. Mas, ao longo da tarde, palavras do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, restabeleceram o apetite por risco. Maia se mostrou otimista com o pleito, dizendo que o governo pode ter 350 deputados na base e que a votação na Casa pode ocorrer até maio. Já Guedes falou que o governo deve economizar R$1 trilhão em dez anos com a mudança nas regras de aposentadorias.

 

A reforma da Previdência é crucial para aliviar o déficit público do País em prol de uma trajetória mais equilibrada das contas públicas. Com esse alicerce, analistas projetam um longo ciclo de valorização da bolsa, a exemplo daquele visto de 2003 a 2008. Mas será necessário combinar com a Câmara e o Senado Federal que, mesmo renovados e com aliados em suas presidências, também congregam interesses contrários à reforma, prenunciando uma negociação que promete volatilidade nos mercados.

 

“Existe um trade-off entre o rigor da proposta e a velocidade de aprovação”, ponderam os analistas do UBS. Um operador de câmbio ressalvou ao TC News que a proposta dos sonhos do mercado pode dificultar o processo de aprovação nas Casas. Mesmo assim, o investidor estrangeiro começou fevereiro com o pé direito na B3, com ingresso líquido de R$589 milhões no primeiro dia do mês, elevando o saldo no ano para R$2,1 bilhões.

 

O Itaú Unibanco liderou as perdas do principal índice de ações da B3, movimentando R$2,721 bilhões, segundo maior volume financeiro da história do banco. Depois de atingir máxima recorde na última sessão, o papel caiu 4,26% após o banco apresentar seus resultados do quarto trimestre de 2018. O lucro líquido recorrente foi de R$6,48 bilhões no período, levemente acima do ganho registrado no trimestre imediatamente anterior e abaixo do consenso de R$6,65 bilhões.

 

Lá fora, a história é outra. Os resultados acima das expectativas têm impulsionado os índices em Nova Iorque em contraponto à cautela do cenário macroeconômico. Investidores aguardam o pronunciamento de Donald Trump, no tradicional discurso do Estado da União, previsto para meia-noite, no qual o presidente dos Estados Unidos pode dar sinalizações sobre o acordo provisório para o aumento do teto da dívida do governo e citar a disputa comercial com a China. A agenda de quarta-feira também destaca os EUA, com dados prévios do crescimento do PIB americano.

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