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Investidor terá semana agitada, marcada por voto da Previdência na comissão, reunião Trump-Xi, EUA-Irã, ata do Copom e discurso de Powell

Postado por: TC Mover em 24/06/2019 às 8:53

A semana que começa vai estar movimentada, tanto no calendário de divulgações, quanto no noticiário. No cenário local, a Comissão Especial da Reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, volta a se reunir amanhã para discutir e, possivelmente votar, o parecer do relator Samuel Moreira após ajustes no projeto – fortemente criticados pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes. Se discussão e votação acontecerem amanhã, é também provável que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, comece a costurar os últimos detalhes para votar o texto do projeto no plenário antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Com Maia assumindo a paternidade da Previdência de forma mais convicta que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, não se surpreenda se a reforma passar rápido.

 

Agora, mantenha-se alerta: estratégias para sabotar o projeto serão colocadas em prática. As últimas divulgações do site The Intercept sobre o comportamento do então juiz da Operação Lava jato e agora Ministro da Justiça, Sérgio Moro, não fizeram, até agora, maior estrago; de fato, Moro só teve sua imagem fortalecida ante a opinião pública. Mas, com o site alinhando as divulgações das conversas entre Moro e alguns procuradores da Lava Jato com o jornal Folha de S. Paulo, o filé pode ter sido deixado para o último minuto.

 

No exterior, os mercados operam sem direção, à espera do que possa acontecer em relação à guerra comercial, no âmbito da cúpula dos países membros do G-20, no Japão, no final de semana. Os presidentes dos Estados Unidos e a China, Donald Trump e Xi Jinping, devem se reunir, ao margem da cúpula, para discutir formas de acabar com a disputa comercial, diplomática e geopolítica por trás do declínio econômico mundial. Hoje, um funcionário do governo chinês disse que os emissários de ambos os países já estão coordenando os temas a serem discutidas na reunião Trump-Xi. Não deve ser só a disputa comercial: pode incluir Coreia do Norte, a situação com o Irã. Prepare-se para maior volatilidade ao longo da semana.

 

As ações europeias recuam hoje, enquanto os futuros dos índices acionários americanos avançam. O petróleo sobe com a esperada imposição, hoje, de mais sanções dos EUA ao Irã, para evitar que a nação islâmica desenvolva seu próprio programa nuclear. Uns investidores buscam mais risco, achando que a guerra comercial vai ser resolvida; outros tentam se proteger, de formas diversas. O ouro continua negociando acima dos US$1.400 a onça, sinal de aversão ao risco com tanto risco geopolítico por aí. O preço do bitcoin, a principal criptomoeda, opera nesta segunda-feira acima dos US$10 mil – o que não acontecia desde março de 2018. Chegou a tocar os US$11 mil.

 

Rali à vista? O contribuidor TC Rafael Ferri, tinha dito , dois meses atrás, que o Bitcoin mais do que dobraria por ser visto como um instrumento contra a flexibilização monetária que os grandes bancos centrais estão anunciando ou implementando. Seja esse o motivo ou não, quem escutou ele e outros comentaristas que viam no Bitcoin um ativo para investir se deu bem. Já no Brasil, o mercado de juros, na parte curta da curva, recuou para as mínimas históricas – com a perspectiva de quedas adicionais na taxa básica de juros Selic para níveis abaixo de 6% e sua a manutenção por um horizonte relevante. Nesse pano de fundo, a divulgação amanhã da ata da reunião de política monetária do Banco central, que aconteceu a semana passada, ganha mais importância.

 

Na agenda de divulgação de indicadores, alguns números podem dar mais pistas sobre a saúde da economia mundial. Teremos índice de atividade nacional, vendas de casas novas e preços de imóveis nos EUA, assim como PIB anual e trimestral no Reino Unido, entre outros. No Brasil serão divulgados dados de inflação medida pelo IPC, pelo IGP-M e pelo IPCA-15; além disso, na sexta-feira serão conhecidos os dados atualizados de desemprego, a serem divulgados pelo IBGE. Outros eventos importantes serão o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, amanhã e, hoje, a reunião de Bolsonaro com vários senadores – a poucos dias do crucial voto da Reforma da Previdência na comissão especial.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

As bolsas globais e os ativos de risco operam mistos no início de uma semana marcada pela expectativa com a reunião entre os presidentes dos EUA e da China com a guerra comercial entre os dois países como tema principal, assim como o aprofundamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal índice acionário europeu recuava, na contramão das bolsas asiáticas e dos futuros dos maiores índices em Nova Iorque, após a montadora alemã Daimler cortar suas estimativas de lucro pela terceira vez seguida neste ano. Na mesma linha, a sondagem iFO na Alemanha, um dos indicadores de confiança mais seguidos na Europa, apresentou mais um mês de queda em junho, indicando que a economia da Zona do Euro ainda não mostra sinais de estabilização.

 

Sinais de uma deterioração global mais pronunciada pressionam o ouro para cima, assim como as criptomoedas que, no caso do Bitcoin, já mais do que dobrou nos últimos três meses. A falta de convicção na direção dos mercados mostra como a nova rodada de estímulos anunciada por alguns dos maiores bancos centrais, as tensões comerciais e geopolíticas entre os EUA e alguns dos seus parceiros comerciais, assim como com o Irã, deixam o ambiente mais propício à volatilidade. Hoje, os EUA planejam anunciar mais sanções contra o Irã, o que impulsiona os preços do petróleo.

 

Bolsas: Os futuros dos índices acionários americanos sobem, na contramão do movimento de sexta-feira. Já o Stoxx600, o índice acionário pan-europeu mais seguido, recuava 0,15% e atingia o menor patamar em uma semana, com temores sobre a situação econômica na Alemanha e possíveis reduções de estimativas de lucros na região. O índice Xangai Composto tocou o maior nível em pouco menos de dois meses, após subir 0,2% – a sexta alta consecutiva – com otimismo quanto à reunião Trump-Xi. Em linha com a tendência para alguns ativos de risco, o índice MSCI Emerging Markets operava perto da estabilidade, enquanto o índice VIX, que mede a volatilidade, avançava quase 1%.

 

Principais notícias corporativas

 

Petrobras: A Petrobras realizou pagamento de US$700 milhões, por meio de subsidiárias, pela sentença da Corte Federal do Texas, nos EUA, que julgou deu continuidade à ação movida pela Vantage Deepwater e Vantage Deepwater Drilling.

 

Banco Inter: O Banco Inter aprovou pagamento de juros sobre capital próprio a R$12,8 milhões.

 

Hermes Pardini: O Instituto Hermes Pardini aprovou pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$9,8 milhões.

 

Cemig: Choque de culturas desafia Belini na Cemig (Valor)

 

Braskem: Procuradoria pede ao Supremo para barrar liminar que permite à Braskem distribuir dividendos a acionistas (Estado)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S semanal (junho) – FGV

08h25 Boletim Focus – Banco Central

10h30 Saldo em conta corrente mensal (maio) – Banco Central

10h30 Investimento estrangeiro direto mensal (maio) – Banco Central

14h00 Arrecadação federal mensal (maio) – Receita Federal

15h00 Balança comercial semanal – MinEconomia

 

Indicadores internacionais

05h00 Alemanha – Índice Ifo de clima de negócios

09h30 EUA – Índice de atividade nacional mensal (maio) – Fed Chicago

11h30 EUA – Índice de atividade das empresas mensal (junho) – Fed Dallas

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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